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'Aqui, tudo que a gente faz vende", diz ex-metalúrgico de Marília

Mesmo com a crise, Onivaldo Aparecido Esbrigue, de 46 anos, teve a coragem de pedir a conta na metalúrgica onde trabalhou por oito anos, em Marília (SP), para empreender junto com o irmão José Carlos Esbrigue na produção de massa italiana caseira.

Na mesma época que Onivaldo foi admitido na metalúrgica, seu irmão começou a fazer informalmente massas caseiras para vender. Ocorre que hoje José Carlos não dá conta sozinho de atender cerca de 200 clientes espalhados por cidades vizinhas, enquanto a metalúrgica onde Onivaldo trabalhava demite. "A empresa que eu trabalhava está em crise. Aqui, tudo que a gente faz vende", disse.

Como metalúrgico, Onivaldo ganhava R$ 1,7 mil. "Estou tirando mais na empresa, mesmo com a crise. O pessoal não parou de comer", observou.

Onivaldo usou conhecimento de ex-metalúrgico para incrementar a produção de massas. Ele adaptou uma máquina de encher linguiça para cortar nhoque, o carro-chefe da empresa. "Antes eu fazia 20 quilos de nhoque por dia. Com a máquina, a produção subiu para 120 quilos", contou o irmão.

MEI

José Carlos disse que as vendas em domicílio cresceram tanto nos últimos meses que ele sentiu a necessidade de ter mais uma pessoa. Como ele acaba de se formalizar como Micro Empreendedor Individual (MEI) e só pode ter um empregado, optou pelo irmão.

Levantamento do governo da cidade mostra que, entre seis municípios da região, Marília foi o único que ampliou o emprego e também o número de abertura de MEIs este ano, sinal de que a atividade está mais aquecida do que nos vizinhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.