24°
Máx
17°
Min

Aversão ao risco se dissipa e ajuda juros longos a fecharem em queda

Os juros futuros de longo prazo confirmaram no encerramento da sessão regular desta sexta-feira, 30, a trajetória de queda que pautou as taxas desde a abertura dos negócios. No final da manhã, o noticiário em torno do Deutsche Bank, diferentemente de ontem, trouxe alívio às preocupações sobre a situação do banco. Há rumores de que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode reduzir de US$ 14 bilhões para US$ 5,4 bilhões o valor a ser pago pela instituição para encerrar investigações sobre sua atuação no mercado de títulos imobiliários no período que antecedeu a crise financeira de 2008. As taxas curtas e intermediárias, por sua vez, oscilaram com recuo bem mais moderado, terminando a sessão estáveis, sem reação aos indicadores econômicos ruins divulgados hoje.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018, com 114.730 contratos, passou de 12,20% no ajuste de ontem para 12,19%. O DI janeiro de 2019 (135.900 contratos) encerrou estável em 11,63%. O DI janeiro de 2021 (152.890 contratos) caiu de 11,62% para 11,58%.

Mesmo antes do surgimento dos relatos sobre o valor da multa do banco alemão, os contratos de longo prazo já operavam em baixa, em linha com as perdas do dólar em boa parte do período matutino e também pela perspectiva positiva em relação à PEC dos gastos. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o texto deve ser divulgado na próxima semana.

O presidente Michel Temer disse hoje "não ter dúvida de que a PEC será aprovada porque os parlamentares têm um compromisso inequívoco com a prioridade imposta pelo momento que vive o Brasil". Não somente deve ser aprovada, na visão do governo, como passará "com folga", nas palavras do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. "Temos uma maioria, temos mais de dois terços. Vamos ganhar", afirmou em Porto Alegre a uma plateia formada por empresários e lideranças políticas do Rio Grande do Sul.

Na agenda, o IBGE informou nesta manhã que a taxa de desemprego da Pnad Contínua no trimestre encerrado em agosto ficou em 11,80%, o pico da série histórica da pesquisa, e perto do teto das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa entre 11,40% e 11,90%, com mediana de 11,70%. Já o Banco Central divulgou que o setor público consolidado teve déficit primário de R$ 22,267 bilhões em agosto, resultado quase em linha com a mediana das estimativas de analistas, de saldo negativo de R$ 22,05 bilhões.