22°
Máx
14°
Min

Banco Central sustenta alta do dólar com leilões de swap reverso

No mercado de câmbio, a percepção de que o processo de impeachment será aprovado na Câmara era forte nesta sexta-feira, 15, mas o dólar à vista subiu pela primeira vez na semana, aos R$ 3,5263 (+1,42%). Isso porque a perspectiva de impeachment já estava tão precificada que os leilões do Banco Central finalmente conseguiram sustentar as cotações.

Na prática, o dólar quebrou em parte hoje o roteiro visto nesta semana. O Banco Central realizou grandes operações de swap cambial reverso - equivalentes à compra de dólares no mercado futuro - pela manhã, o que deu sustentação às cotações. À tarde, porém, o dólar não perdeu força como em dias anteriores e se manteve em alta.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, disseram que, após o forte movimento de desmontagem de posições compradas em dólar nos últimos dias, hoje os players se mostraram mais cautelosos. A derrota do governo na votação de domingo está precificada e, por isso, os leilões do BC mantiveram a moeda americana no território positivo.

O Banco Central colocou hoje, em três leilões de swap reverso, 88.500 contratos. Na prática, é como se o BC tivesse retirado do sistema US$ 4,425 bilhões.

No campo político, o fato de o governo ter sofrido derrota na noite de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF), em mandado impetrado pela Advocacia-Geral da União para anular o processo de impeachment, foi bem recebido.

Além disso, o Placar do Impeachment, do Grupo Estado, já na noite de ontem indicava que a oposição tem votos suficientes para dar continuidade ao processo de impeachment. Na tarde de hoje, o levantamento indicava 347 deputados a favor do impeachment e 129 contrários. Há 12 indecisos e 25 não responderam. São necessários 342 votos para o impeachment passar pela Câmara.