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Base de clientes da Oi cai 5,2% no 2º trimestre e fica em 69,198 milhões

A Oi fechou o segundo trimestre de 2016 com uma base, medida pelo indicador Unidades Geradoras de Receitas (UGRs), de 69,198 milhões de clientes, queda de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2015 e retração de 0,4% ante os três primeiros meses do ano.

A maior base de clientes da Oi, em mobilidade pessoal, caiu de 47,756 milhões para 45,319 milhões em 12 meses, queda de 5,1%. Em relação ao primeiro trimestre, houve recuo de 0,5%.

A queda mais expressiva, no entanto, ocorreu em B2B (corporativo). O número de UGRs do segmento fechou junho em 7,078 milhões, contra 7,778 no mesmo período de 2015 e 7,115 nos três primeiros anos, quedas de 9% e 0,5%, respectivamente.

No setor residencial, a companhia registrou retração de 3,8% na base de clientes na comparação anual, com um total de 16,153 milhões.

Pré-pago

O presidente da Oi, Marco Schroeder, disse em teleconferência que o impacto da desaceleração econômica é visto principalmente no segmento pré-pago, mas destacou que foram vistos sinais de melhora em julho.

"Observamos uma recuperação em julho na base de 'inseridores', que são os clientes pré-pagos que fazem recargas. Isso contribuirá para a receita do pré-pago daqui para frente", afirmou, na apresentação dos resultados.

As recargas do segmento pré-pago apresentaram queda de 6,8% no segundo trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2015.

Caixa menor

A Oi encerrou o segundo trimestre de 2016 com caixa disponível de R$ 5,106 bilhões, queda de 40,1% na comparação com os primeiros três meses do ano e retração de 69,3% ante o mesmo período de 2015. A companhia entrou com pedido de recuperação judicial no dia 20 de junho.

De acordo com a operadora de telefonia, a redução do caixa no trimestre ocorreu pela amortização de dívidas e pagamento de juros, pagamento da última parcela da licença 3G e das rescisões trabalhistas, além do investimento em capital de giro e pagamento de depósitos judiciais.

Em meio à piora da sua situação financeira, a companhia decidiu em maio demitir cerca de 2 mil funcionários. O corte representou em torno de 12% do total de 16,7 mil trabalhadores diretos que tinha à época e entre 15% e 20% do custo de pessoal da companhia.

O corte foi focado na área administrativa, sendo que funcionários operacionais foram mais preservados. Entre os demitidos, estava um grande número de executivos, que têm salários mais altos.