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BC da China diz que cortes no compulsório colocam pressão de baixa sobre yuan

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) afirmou, em seu mais recente relatório de política monetária, que os cortes frequentes do compulsório enviarão um sinal forte de relaxamento ao mercado, o que colocará mais pressão para depreciar o yuan.

Em seu relatório de política monetária do segundo trimestre, o PBoC disse que, quanto mais liquidez for liberada por causa da redução no compulsório, mais acentuada será a depreciação das expectativas na moeda chinesa, já que especuladores usarão o dinheiro para fazer apostas no mercado cambial.

O PBoC reduziu o compulsório para todos os bancos cinco vezes desde fevereiro do ano passado, no momento em que a segunda maior economia do mundo enfrenta dificuldades para manter o ritmo de crescimento.

Na semana passada, o principal órgão de planejamento econômico da China disse que é necessário cortar o compulsório e as taxas de juros novamente, em uma tentativa de reduzir os custos de financiamento corporativo. A declaração do PBoC em seu relatório sobre a política monetária, porém, parece sinalizar que a instituição mostra-se cautelosa em adotar medidas agressivas de relaxamento, em meio a um rápido aumento nas dívidas inadimplentes.

O banco central disse no relatório que a economia da China enfrenta ainda pressão de baixa e que depende muito do investimento nos setores de construção e infraestrutura. Também aponta que o endividamento total tem crescido rápido e que bolhas de ativos precisam ser contidas.

O PBoC reiterou que garantirá a liquidez adequada na economia, com o uso de múltiplas ferramentas monetárias e a manutenção de um crescimento razoável no crédito. Ao mesmo tempo, apontou riscos para o setor imobiliário, a dívida dos governos locais e setores industriais que enfrentam problemas por causa do excesso de capacidade. Fonte: Dow Jones Newswires.