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BC do México: aumento na taxa de juros dependerá de câmbio e inflação

O Banco do México não vai necessariamente elevar a taxa de juros do país em sintonia com o Federal Reserve (Fed) na próxima vez que o banco central dos Estados Unidos aumentar as taxas de juro de curto prazo, disse o presidente do BC mexicano, Agustin Carstens, em entrevista concedida na sexta-feira ao The Wall Street Journal. Em vez disso, a decisão do banco central mexicano sobre juros vai depender de movimentos do mercado, em especial do peso mexicano, em resposta a um movimento do Fed, e da evolução da inflação.

O Banco do México elevou as taxas de juros em um ponto porcentual até o momento neste ano e talvez não precise apertar a política monetária novamente, mesmo se o Fed elevar as taxas de juro de curto prazo nos EUA nos próximos meses, afirmou Carstens, nos bastidores do simpósio econômico anual do Fed de Kansas City em Jackson Hole. Quando questionado se os movimentos futuros dependem de respostas do mercado de câmbio, Carstens respondeu "sim", e acrescentou: "mas sublinhamos que vamos estar acompanhando o Fed com muito cuidado."

O banco central mexicano acompanhou a elevação de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros feita pelo Fed em dezembro, dizendo explicitamente que o aumento ocorreu principalmente em resposta ao temor de que o movimento do Fed poderia causar depreciação do peso e afetar a inflação. Em fevereiro, o Banco do México elevou a taxa de juros em meio ponto porcentual, em resposta ao impacto dos preços mais baixos do petróleo sobre o peso. A instituição aumentou as taxas de juros em mais meio ponto porcentual em junho.

A presidente do Fed, Janet Yellen, disse em Jackson Hole na sexta-feira acreditar que o argumento para um aumento na taxa de juros se fortaleceu nos últimos meses. Após os comentários de Yellen, traders passaram a estimar uma probabilidade de 36% de elevação da taxa de juros em setembro e uma probabilidade de 64% de que o aumento ocorra até dezembro.

Carstens disse que um aumento da taxa de juros por parte do Fed "pode provocar algumas reações do nosso lado, mas também responderemos a outros determinantes da inflação." "Estamos preparados para reagir à situação se observarmos que a ação do Fed afeta a inflação, e o mecanismo de transmissão seria provavelmente a taxa de câmbio", disse Carstens, que também preside o comitê de consultoria em políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Fonte: Dow Jones Newswires.