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BC revisa previsão para PIB de 2016 de -3,5% para -3,3%

Com a melhora das expectativas para a economia depois do afastamento da posse do presidente exercício Michel Temer, o Banco Central revisou ligeiramente a previsão de queda da do Produto Interno Bruto (PIB) para 2016. No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na manhã desta terça-feira, 28, a estimativa de recuou do PIB passou de 3,5% para 3,3%. É a primeira melhora depois de sucessivas revisões para baixo do atividade econômica no Brasil.

O resultado previsto para 2016 pelo Banco Central sinaliza uma melhora do PIB em relação a 2015, quando o crescimento da economia caiu 3,8%. Esse melhora nas previsões foi influenciada, entre outros fatores, pela menor queda esperada para a indústria. O recuo projetado para o PIB da indústria é agora de 4,6%, ante um recuo de 5,8% estimado anteriormente.

"A melhora reflete o desempenho acima do esperado para o setor no primeiro trimestre", explica o relatório. O destaque negativo observado pelo BC é a piora das projeções para o PIB do setor agrícola. A estimativa passou de uma alta de 0,2% para um recuo de 1,1%. Essa reversão é decorrente de revisões para baixo nas projeções do IBGE para as safras de soja, cana-de-açúcar e milho.

A projeção de queda de 2,4% para o PIB setor de serviços foi mantida. Nesse setor econômico, o recuo mais pronunciado será observado nas atividades de comércio (6,5%), transportes, armazenagem e correio (5,0%). Apenas os segmentos de atividades imobiliárias e de aluguel não deverão apresentar desempenho negativo no ano, mas estabilidade.

O Banco Central também vê os primeiros sinais de reversão da deterioração das estimativas para os investimentos. A projeção da chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) passou de um recuo de 13% para 11,6% em 2016. Essa terceira retração anual consecutiva, impactada pelos desempenhos negativos projetados para a construção civil. O consumo do governo deve recuar 0,8% em 2016, ante previsão anterior de queda de 0,7%. Já a estimativa de queda do consumo das famílias passou de 3,3% para 4%.