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BCE irá monitorar evolução dos preços e agirá se necessário, diz Draghi

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse hoje que os dirigentes da instituição estão dispostos a adotar mais medidas se a inflação não reagir, mas destacou a necessidade de paciência para ver os efeitos das medidas já anunciadas.

Apesar da alta recente do petróleo, os técnicos do BCE pouco alteraram suas previsões de inflação para este ano e mantiveram as estimativas para 2017 e 2018, uma indicação de que mais estímulos podem ser necessários para se chegar à meta de pouco menos de 2% ao ano.

"O BCE irá monitorar de perto a evolução das perspectivas de estabilidade de preços e, se garantido o alcance de seu objetivo, irá agir usando todos instrumentos disponíveis em seu mandato", disse Draghi em entrevista coletiva após o anúncio da decisão de política monetária da instituição, que manteve os juros inalterados.

A inflação deve se manter baixa ou negativa nos próximos meses antes de começar a acelerar no segundo semestre do ano, ele comentou. "Ainda não vemos pressões substanciais nos mecanismos de fixação de preços e nos salários, exceção feita à Alemanha", disse.

Draghi salientou, no entanto, que a tarefa banco central seria mais fácil caso os governos da região aprovassem as reformas econômicas necessárias. "Na presença de reformas estruturais, nossas medidas trariam efeito mais rápido."

O presidente do BCE também disse que as medidas de estímulo anunciadas em março ainda precisavam de tempo para ter efeito sobre a economia da zona do euro.

"Estímulos adicionais... são esperados das medidas ainda não implementadas e vão contribuir para o reequilíbrio dos riscos para a perspectiva de crescimento e inflação", disse o dirigente.

Economistas do BCE revisaram sua perspectiva para a inflação em 2016 de 0,1% para 0,2%. No entanto, eles mantiveram suas estimativas para o próximo ano e 2018 em 1,3% e 1,6%, respectivamente. A perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2016 foi revisada para cima, de 1,4% para 1,6%, ao passo que a de 217 se manteve em 1,7%.

O dirigente voltou a dizer que um dos riscos ao cenário do BCE é o referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Ele pediu a aos eleitores britânicos que apoiem a permanência do no bloco, mas disse que o BCE estava "pronto para qualquer resultado".

"O Reino Unido e a zona do euro se beneficiam dessa relação", reiterou.

Draghi disse que o conselho de governantes do BCE discutiu a possibilidade de aceitar novamente bônus do governo da Grécia como colateral em suas operações de liquidez, um passo que permitiria aos bancos gregos acessar o financiamento mais barato do BCE ao invés de continuar dependendo do Banco da Grécia. Ele salientou, por outro lado, que uma decisão nesse sentido depende da Grécia, que precisa mostrar que cumpriu com o que foi acordado com credores internacionais. Fonte: Dow Jones Newswires.