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BNDES cria força-tarefa para analisar pedidos de empréstimo a projetos leiloados

A presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, criou uma força-tarefa para olhar para a situação dos pedidos de empréstimo para as concessões de infraestrutura da primeira fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL), leiloados no segundo semestre de 2013. Segundo a nova diretora da Infraestrutura do banco de fomento, Marilene Ramos, não há prazo para aprovar esses financiamentos, mas é importante que os problemas sejam entendidos e resolvidos.

"A força-tarefa foi criada para entender os riscos e dar uma solução, que não pode ser rolada. Os problemas devem ser entendidos e resolvidos", disse Marilene, pouco antes de participar de um seminário na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.

Alguns projetos importantes da primeira fase do PIL já tiveram até empréstimo-ponte (de curto prazo) aprovado pelo BNDES, mas a aprovação do financiamento de longo prazo já passa do prazo tradicional do banco de fomento. É o caso do financiamento do Aeroporto do Galeão, no Rio, e da BR-163, em Mato Grosso, ambos projetos da Odebrecht Transport. Outro projeto importante que aguarda o financiamento de longo prazo é a concessão do trecho da BR-040 entre Juiz de Fora (MG) e Brasília.

Muitas das concessões com dificuldades na aprovação dos empréstimos são controladas por empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Um dos problemas é a concessão da garantias, reconheceu Marilene. "Há alguns problemas com relação à apresentação de garantias pelos tomadores", afirmou a diretora do BNDES.

O financiamento de R$ 3,58 bilhões para a Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil (Concebra), controlada pela Triunfo Participações e Investimentos, que administra o trecho BR-060/BR-153/BR-262, entre Minas Gerais e Goiás, foi aprovado pelo BNDES, mas não foi contratado, porque a Caixa está resistindo a repassar cerca de 15% do valor.

Segundo Marilene, a força-tarefa do BNDES está dialogando com autoridades do Ministério da Fazenda, dos bancos públicos e das agências reguladoras, para encontrar soluções tanto para o caso da Concebra quanto dos demais projetos.