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BoJ precisa agir mas pode esperar até junho, diz assessor do premiê do Japão

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) precisará tomar medidas adicionais de relaxamento monetário para impulsionar as expectativas de inflação, mas não necessariamente nesta semana, afirmou nesta segunda-feira Etsuro Honda, assessor do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Um dos arquitetos das medidas para impulsionar o crescimento econômico conhecidas como Abenomics, Honda disse que o banco central pode preferir esperar até a próxima reunião, em junho, a menos que as condições econômicas piorem muito antes disso. Em entrevista ao Wall Street Journal, ele pediu mais medidas fiscais e que se adie uma alta no imposto sobre vendas, em uma ação coordenada com mais anúncios do BoJ.

Segundo ele, diante da situação recente do mercado, seria "um julgamento aceitável" preferir avaliar o impacto das taxas de juros negativas por um pouco mais de tempo. Honda acrescentou que poderia haver uma reunião extra em maio, caso seja necessário antecipar medidas antes de junho.

As declarações de Honda são dadas antes de uma aguardada reunião do banco central nesta semana, na qual muitos economistas esperam que o BoJ corte mais suas projeções de inflação e anuncie medidas adicionais de relaxamento.

Honda é conhecido por seus laços próximos com Abe e alguns graduados membros do banco central. Ele já previu corretamente antes de janeiro que o BoJ tomaria medidas adicionais naquele mês. Em janeiro, o banco central divulgou que alguns depósitos mantidos pelos bancos comerciais teriam de pagar 0,1% ao BoJ, como parte dos esforços para estimular os empréstimos e superar a deflação. A taxa de juros negativa reduziu taxas para empréstimos imobiliários e em geral, mas também gerou cautela entre o público em geral.

O assessor disse que uma combinação de mais relaxamento monetário, um atraso na elevação dos impostos sobre vendas no próximo ano e mais gastos fiscais são essenciais para revigorar a política do país e levar a economia de volta para os trilhos. A abordagem mais eficaz, porém, seria anunciá-las ao mesmo tempo, não com grande intervalo de tempo, notou Honda.

Honda disse que o governo deveria elaborar um pacote de gastos de 10 trilhões de ienes no outono local, se possível, além de pacotes menores já criados, para ajudar áreas atingidas por terremotos recentemente no sul do Japão. Fonte: Dow Jones Newswires.