22°
Máx
17°
Min

Bolsa de NY fecha em alta com avanço do petróleo e ata do Fed

A bolsa de Nova York fechou em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, 17, acompanhando o novo avanço dos preços do petróleo. É a primeira vez desde a semana de 23 de dezembro do ano passado que os principais índices do mercado sobem por três sessões consecutivas. Traders disseram que o mercado também reagiu positivamente à ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada à tarde.

Segundo a ata, cresceu entre os dirigentes do Fed a preocupação sobre o impacto que os preços baixos do petróleo, a desaceleração das economias da China e de outros países emergentes, a turbulência recente nos mercados financeiros e a alta do dólar terão sobre o equilíbrio de riscos diante da perspectiva da economia e sobre a inflação nos EUA. Com isso, eles expressaram a necessidade de obter informações adicionais sobre o comportamento da economia e da inflação antes de voltarem a elevar as taxas de juro de curto prazo.

Os preços do petróleo, que haviam caído ontem, subiram em reação à declaração do ministro da Energia do Irã, Bijan Zanganeh, de que seu país apoiará qualquer medida que contribua para a recuperação dos preços da commodity. Para ele, o acordo preliminar entre Rússia, Arábia Saudita, Qatar e Kuwait para congelar a produção nos níveis de janeiro, desde que outros grandes produtores façam o mesmo, "é um primeiro passo, e outros passos precisam se seguir. Mas este começo de cooperação entre membros da Opep e países que não são da Opep, para a recuperação do mercado, é motivo de alegria, e nós também apoiamos qualquer medida pela estabilidade do mercado e a recuperação dos preços".

Três indicadores foram divulgados pela manhã nos EUA. O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,1% em janeiro, em relação a dezembro, com recuo de 0,2% em comparação com janeiro do ano passado. O núcleo do índice, que exclui os preços de energia e alimentos, subiu 0,4% em relação a dezembro, com avanço de 0,6% em comparação com o mesmo mês de 2015. Economistas previam que o PPI recuasse 0,2% e que o núcleo do índice subisse 0,1% em relação ao mês anterior.

O número de construções de moradias iniciadas caiu 3,8% em janeiro, em comparação com dezembro, para a média anualizada de 1,099 milhão de unidades; o dado de dezembro foi revisado para -2,8%, de 2,5% no informe preliminar. Em relação a janeiro do ano passado, o número de construções iniciadas cresceu 1,8%. O número de permissões para novas construções recuou 0,2% em relação a dezembro, para a média anualizada de 1,204 milhão de unidades, com crescimento de 13,5% em comparação com janeiro de 2015. Economistas previam um crescimento de 2,6% no número de construções iniciadas, para 1,18 milhão de unidades, e variação zero no número de permissões.

A produção industrial dos EUA cresceu 0,9% em janeiro e a contração de dezembro foi revisada para 0,7%, de 0,4% no informe preliminar; a taxa de utilização da capacidade alcançou 77,1% em janeiro, de 76,4% em dezembro. A expectativa era um crescimento de 0,4% na produção industrial e que a taxa de utilização da capacidade ficasse em 76,7%.

"Os dados divulgados hoje aliviaram a preocupação dos investidores de que estivéssemos a caminho de uma recessão. Mas, apesar das quedas recentes, o mercado ainda está relativamente caro, do ponto de vista dos lucros das empresas. Temos a expectativa de que o Fed não continuará a apertar a política monetária, mas de que ele também não vai prover relaxamento quantitativo", comentou Jack Ablin, do BMO Private Bank.

Todos os dez componentes setoriais do S&P-500 fecharam em alta. Os destaques foram os setores de energia (+2,92%), tecnologia (+2,32%), bens de consumo não essenciais (+2,11%) e materiais (+1,98%). O do setor financeiro subiu 1,26%.

Steve Chiavarone, gestor de carteiras da Federated Investors, disse que as ações dos bancos subiram porque os traders estão apostando que o Fed ainda poderá elevar as taxas de juro neste ano. Segundo Chiavarone, um aperto monetário na reunião de março parece estar descartado, mas o Fed poderá adotar essa medida em setembro, ou até mesmo em março. Ward McCarthy, economista-chefe da área de renda fixa da Jefferies, observou que não há na ata nenhuma indicação de que o Fed esteja cogitando reverter o plano de normalização gradual da política monetária. Na Chicago Mercantile Exchange (CME), os contratos futuros de Fed Funds projetavam no fim da tarde, depois da divulgação da ata do Fed, uma probabilidade de 25,4% de que a taxa dos Fed Funds seja elevada em setembro, de 12,1% ontem; a probabilidade de um aperto em abril estava em 6,4% hoje no fim da tarde, de 12,1% ontem.

Das 30 componentes do Dow Jones, apenas duas ações fecharam em baixa (McDonald's, -0,45%, e Pfizer, -0,60%). Entre os destaques do dia estavam ações como Chevron, do setor de petróleo (+4,13%), e indústrias como Boeing (+3,32%), Caterpillar (+3,14%) e DuPont (+2,96%).

Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, os destaques foram Fossil Group (+28,55%), Garmin (+16,65%) e Priceline (+11,24%); as da Kinder Morgan subiram 90,99%, em reação ao informe de que a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, aumentou sua participação na empresa com a compra de 50.700 ações. Entre as ações de empresas que divulgariam balanços após o fechamento, os destaques foram Qualcomm (+3,60%), NVidia (+2,48%), Jack in the Box (+2,68%)

O índice Dow Jones fechou em alta de 257,42 pontos (1,59%), em 16.453,83 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 98,11 pontos (2,21%), em 4.534,07 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 31,24 pontos (1,65%), em 1.926,82 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires