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Bolsa de NY fecha em alta forte com recuperação de bancos e setor de energia


As bolsas dos EUA fecharam em alta forte nesta sexta-feira, 12, depois de cinco sessões consecutivas de baixas. Nova York acompanhou os mercados europeus de ações em sua recuperação, depois das quedas fortes desta quinta-feira, em dia de altas fortes dos preços do petróleo e de outras commodities. O mercado também reagiu positivamente ao indicador de vendas no varejo nos EUA e à declaração do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, de que a economia norte-americana está bem preparada para absorver qualquer choque.

Assim como na Europa, a alta das bolsas foi liderada pelas ações dos setores financeiro, de energia e de materiais (especialmente mineradoras), as que mais haviam caído recentemente. A recuperação das bolsas europeias aconteceu depois de o Deutsche Bank anunciar que vai recomprar US$ 5,4 bilhões em sua própria dívida e de o Commerzbank divulgar seu informe de resultados do quarto trimestre; as ações do Deutsche Bank subiram 11,80% e as do Commerzbank avançaram 18,02%. A bolsa de Frankfurt, que havia caído 2,93% ontem, subiu 2,45%; a de Londres subiu 3,08%.

A manhã foi marcada pela divulgação de indicadores importantes na Europa. O PIB da zona do euro cresceu 0,3% no quarto trimestre, com expansão de 1,5% em comparação com o mesmo período de 2014; os dados, preliminares, saíram em linha com a expectativa. A produção industrial da zona do euro caiu 1,0% em dezembro, com contração de 1,3% em relação a dezembro do ano anterior, quando a expectativa era uma expansão de 0,2% no mês e um crescimento de 0,8% no ano. Na Alemanha, o PIB teve crescimento de 0,3% no quarto trimestre, em linha com a expectativa, com expansão de 1,3% em relação ao mesmo período de 2014 (a previsão era +1,4%). O índice de preços ao consumidor (revisado) recuou 0,8% em janeiro, em relação a dezembro, com alta de 0,5% em comparação com dezembro do ano anterior; os dados ficaram em linha com a expectativa.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que os preços das importações norte-americanas caíram 1,1% em janeiro, em relação a dezembro, com queda de 6,2% em comparação com janeiro do ano passado. Economistas previam uma queda maior, de 1,5% no mês. Janeiro foi o sétimo mês consecutivo de queda nos preços das importações. O preço do petróleo importado pelos EUA caiu 13,4% em relação a dezembro, maior queda desde agosto, com baixa de 35,3% em comparação com janeiro de 2015. Os preços das exportações recuaram 0,8% no mês, com queda de 5,7% no ano.

As vendas no varejo cresceram 0,2% em janeiro, em relação a dezembro, quando a expectativa era um crescimento de 0,1%; em comparação com janeiro do ano passado, o crescimento foi de 3,4%. Excluído o setor automotivo, as vendas cresceram 0,1%, quando a expectativa era de variação zero. O crescimento das vendas em dezembro foi revisado para 0,2%, de 0,1% no informe preliminar.

As vendas da indústria recuaram 0,6% em dezembro, com queda de 2,7% em relação a dezembro de 2014. Os estoques cresceram 0,1% no mês, em linha com a expectativa, com crescimento de 1,7% em relação a dezembro do ano passado. A relação estoques/vendas subiu a 1,39, a mais alta desde maio de 2009, de 1,33 em dezembro do ano anterior.

O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu a 90,7 na pesquisa preliminar de fevereiro, de 92,0 em janeiro; economistas previam que ele ficaria em 91,8. O índice que mede o sentimento do consumidor sobre as condições atuais da economia recuou para 105,8, de 106,4 em janeiro; o índice de expectativas caiu a 81,0, de 82,7 em janeiro.

Lembrando que as ações dos bancos acumulam quedas de 18% nos EUA e de 26% na Europa desde o começo do ano, o estrategista Alex Dryden, da JPMorgan Asset Management, disse que "os mercados financeiros estão precificando uma probabilidade maior de recessão nos próximos 12 a 18 meses. Está se solidificando o ceticismo sobre quanto mais os bancos centrais poderão fazer se o crescimento global estagnar". Esse ceticismo cresceu depois de o iene continuar a subir no mercado de moedas, apesar de o Banco do Japão (BoJ) ter tornado suas taxas de juro negativas; nesta sexta, a bolsa de Tóquio caiu 4,84%, acumulando baixa de 11,10% na semana, e o iene só passou a recuar diante do dólar depois de intervenção verbal do ministro das Finanças e de um assessor do primeiro-ministro Shinzo Abe falar na possibilidade de uma reunião emergencial do BoJ.

Dos dez componentes setoriais do índice S&P-500, o único a cair foi o de utilidades públicas (-0,35%); os destaques foram os setores financeiro (+4,01%), de materiais (+2,84%) e de energia (+2,58%). Todas as 30 componentes do Dow Jones fecharam em alta. Os destaques foram as ações do setor financeiro (Goldman Sachs, +3,87%, JPMorgan Chase, +8,27%, American Express, +3,03%, e Visa, +2,80%) e as do setor de energia (Chevron, +2,94%, e ExxonMobil, +1,72%).

Mais de 3/4 das companhias listadas no S&P-500 já divulgaram informes de resultados do quarto trimestre; segundo a FactSet, cerca de metade delas registraram vendas acima das expectativas e os lucros por ação agregados devem ficar 3,7% abaixo dos do mesmo período do ano passado; em 31 de dezembro, a projeção era uma queda de 4,7%. "O mercado estava querendo que a temporada de balanços fosse um catalisador, um motivo para entrar e comprar. Eu não acho que ela decepcionou, mas também não ajudou", disse Jonathan Corpina, das Meridian Equity Partners.

O índice Dow Jones fechou em alta de 313,66 pontos (2,00%), em 15.973,84 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 70,67 pontos (1,66%), em 4.337,51 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 35,70 pontos (1,95%), em 1.864,78 pontos.

Na semana, o Dow acumulou uma queda de 1,43%, o Nasdaq recuou 0,59% e o S&P-500 caiu 0,81%.

Os mercados norte-americanos não abrem na próxima segunda-feira, devido ao feriado do aniversário de George Washington ("Dia do Presidente"); a semana poderá começar com alguma volatilidade nos mercados, porque as bolsas da China reabrem na segunda-feira, depois de uma semana inteira de feriados; na noite de domingo saem os dados do comércio exterior da China em janeiro e a estimativa preliminar do PIB do Japão no quarto trimestre. Fonte: Dow Jones Newswires