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Bolsas caem em NY com temor com China e juro nos EUA, mas petróleo limita perdas

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira, 13, mas reduziram as perdas ao longo da tarde com os investidores digerindo dados fracos da economia da China e o avanço do petróleo, enquanto avaliam a possibilidade de um aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), após mais um dia de indicadores positivos.

O índice Dow Jones terminou em queda de 0,25%, aos 18.098,94 pontos, o Nasdaq caiu 0,49%, aos 5.213,33 pontos, e o S&P 500 perdeu 0,31%, aos 2.132,55 pontos.

Dados oficiais divulgados hoje mostraram que as exportações chinesas caíram 10% em setembro, na comparação anual, o que provocou preocupações sobre a segunda maior economia do mundo e a demanda global. Diante disso, os investidores migraram dos mercados de risco e foram para os ativos considerados seguros, como o ouro e os títulos do Tesouro dos EUA.

As ações dos setores de materiais e de energia lideraram as perdas diante dos temores de que a fraqueza na China poderia reduzir a demanda por petróleo e matérias-primas. Os papéis da Chevron recuaram 1,33% e os da ExxonMobil caíram 0,65%.

Os papéis de bancos e financeiras também foram penalizados. Amanhã começam as divulgações dos resultados trimestrais do setor e a cautela com os balanços levou a um movimento vendedor. O JPMorgan recuou 0,57% e o Citigroup caiu 0,47%. No Nasdaq, o índice que reúne os bancos terminou em baixa de 1,9%. Analistas apontam que a desaceleração do crescimento da China poderia atrapalhar os planos do Fed de elevar os juros no futuro.

"Enquanto a maioria dos investidores e comerciantes espera que o Fed aumente as taxas até dezembro, há alguma preocupação de que isso pode atrapalhar o ritmo de aumentos futuros da taxa", disse Justin Wiggs, diretor do mercado de ações da Stifel Nicolaus.

A perspectiva de uma alta de juros em dezembro foi reforçada hoje. Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficaram estáveis na semana até 8 de outubro, ao nível sazonalmente ajustado de 246 mil, o patamar mais baixo em quatro décadas, um sinal de que os empregadores estão mantendo seus funcionários. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam 254 mil solicitações. A média móvel em quatro semanas caiu 3.500, para 249,25 mil na semana passada. Essa foi a menor leitura desde novembro de 1973. A perspectiva de aumento de juros pesa nas bolsas, uma vez que os investidores buscam rendimentos melhores em outros ativos e torna o dinheiro mais caro para investir no mercado acionário.

Hoje, o presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na Filadélfia, Patrick Harker, prevê uma elevação de juros nos EUA neste ano e provavelmente duas em 2017. Ele não vota nas reuniões de política monetária da instituição.

Apesar das pressões de baixa, as perdas foram reduzidas ao longo da tarde por causa do petróleo, que conseguiu terminar em alta, após o Departamento de Energia (DoE) dos EUA divulgar queda semanal na produção e nos estoques de gasolina e destilados. Fonte: Dow Jones Newswires