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Bolsas da Europa fecham em queda, pressionadas por petróleo e balanços

As bolsas europeias encerraram o pregão em queda nesta terça-feira, 23, pressionadas por uma queda do petróleo e do cobre, além de balanços negativos de empresas da região. Mais para o final da sessão, indicadores mistos vindos dos Estados Unidos contribuíram para o clima de pessimismo entre investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 1,22%, aos 327,78 pontos.

Uma queda superior a 5% nos preços dos contratos de petróleo na sessão desta terça levou os papéis das empresas de energia a apresentarem fortes quedas. Após subir mais de 5% na segunda, a commodity sofreu um movimento de correção ampliado após declarações de dirigentes de países produtores.

O ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zangeneh, classificou de "uma piada" os planos de congelar a produção junto com outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia. Já seu equivalente na Arábia Saudita, Ali al-Naimi, desapontou parte do mercado ao sinalizar que as chances de um corte na produção são pequenas.

Além das petrolíferas, as mineradoras também registraram perdas com o fraco desempenho das bolsas na China e a divulgação de um relatório do International Copper Study Group (ICSG) mostrando que a oferta do metal vermelho ultrapassou a demanda em 170 mil toneladas entre janeiro e novembro do ano passado, considerando-se ajustes sazonais.

O mercado digeriu ainda balanços ruins, como o da mineradora BHP Billiton, que informou no final do dia de segunda-feira um prejuízo líquido de US$ 5,67 bilhões no primeiro semestre fiscal, e o do banco Standard Chartered, que anunciou nesta terça um prejuízo líquido de US$ 2,36 bilhões em 2015. As ações das duas empresas britânicas recuaram, respectivamente 6,05% e 6,73% na sessão, ajudando o índice FTSE-100 de Londres a encerrar em queda de 1,25%, aos 5.962,31 pontos.

Um último empurrão veio dos Estados Unidos, que também abriu em baixa com o petróleo e indicadores mistos. O índice de confiança do consumidor norte-americano, medido pelo Conference Board, caiu para o menor patamar desde julho. Já as vendas de moradias usadas cresceram 0,4% em janeiro na comparação mensal, a máxima em seis meses.

Em Paris, o índice CAC-40 encerrou aos 4.238,42 pontos, queda de 1,40%. A fabricante de aço ArcelorMittal liderou as perdas com recuo de 4,49%. Já em Frankfurt, o DAX cedeu 1,64%, aos 9.416,77 pontos, pressionado também pela publicação do índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha, que atingiu o menor patamar desde o fim de 2014. "A ameaça de uma desaceleração global continua a crescer", disse um operador alemão. O destaque negativo ficou com as ações das montadoras, com Volkswagen caindo 2,87%.

Em Milão, o índice FTSE-100 fechou com perdas de 1,95%, na mínima do dia, aos 17.163,46 pontos, influenciada pelo desempenho de bancos como Banco Popolare (-4,22%) e da Fiat Chrysler (-2,95%). Em Madri, o Ibex-35 fechou em queda de 1,42%, aos 8.267,60 pontos, enquanto o PSI-20 da bolsa de Lisboa fechou aos 4.673,30 pontos, queda de 2,31%. Com informações da Dow Jones Newswires