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Bolsas da Europa fecham em queda, pressionadas por petróleo e indicador fraco

Os principais índices acionários europeus terminaram majoritariamente em queda nesta terça-feira, 16, em meio a incertezas sobre a direção das cotações de petróleo e por um fraco indicador na Alemanha. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 0,43%, aos 320,37 pontos.

Os mercados foram afetados pelo anúncio do acordo entre Arábia Saudita, Rússia, Venezuela e Catar para congelar a produção da commodity nos níveis de janeiro. A notícia, embora mostre sinais de coordenação entre os principais produtores, foi mal recebida porque significa que a produção se manterá em níveis muito altos. A entrada em vigor do pacto depende ainda do apoio de outros países produtores, entre eles o Irã, que já avisou que pretende retomar a fatia de mercado perdida com as sanções.

A notícia encerrou a trajetória de alta da commodity dos últimos dias, que se sustentava na manhã de hoje. "Sinceramente, um corte na produção jamais iria acontecer em meio a disputa entre os sauditas e iranianos por fatia de mercado", escreveu o analista de mercado da IG, Joshua Mahony. "Nós nunca ouvimos nada indicando que um ou outro estava nem mesmo considerando uma redução da produção. Talvez a queda de hoje reflita este fato", ponderou.

Em Frankfurt, o índice DAX encerrou em queda de 0,78%, aos 9.135,11 pontos, pressionado também pela queda do índice ZEW de expectativa econômica em fevereiro, no nível mais baixo desde outubro de 2014. As ações da Volkswagen recuaram 1,57% após a companhia anunciar que perdeu fatia de mercado na Europa em janeiro. Já em Paris, o CAC-40 caiu 0,11%, aos 4110,66 pontos.

Na Inglaterra, o FTSE-100 descolou dos demais índices e fechou em alta de 0,65%, aos 5.862,17 pontos, em dia de altos e baixos. O resultado foi influenciado por ganhos em ações individuais, como as da Merlin Entertainments, que subiu 3,29% após o anúncio da contratação de um novo CFO. O setor bancário, por outro lado, registrou perdas em meio a temores renovados acerca dos efeitos dos juros negativos e da exposição a empresas do setor de energia, entre outros. Standard Chartered foi destaque negativo com recuo de 5,34%.

Em Milão, o FTSE-MIB encerrou em queda de 0,49%, aos 16.957,84 pontos, em dia de forte volatilidade. As ações do setor bancário, no entanto, continuaram se recuperando, com destaque para os papéis da Banca Monte dei Paschi di Siena (+12,06%) e do Banco Popolare di Milano Sarl (+4,38%).

Em Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 0,51%, aos 8.137,60 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI-20 caiu 0,17%, aos 4.632,18 pontos.