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Bolsas da Europa fecham majoritariamente em alta, com China e petróleo

Os principais índices acionários da Europa encerraram majoritariamente em alta no primeiro pregão da semana, beneficiados principalmente pela alta do petróleo e notícias vindas da China, que ajudaram a compensar um indicador negativo a decepção com o resultado da reunião do G-20, que terminou sem o anúncio de medidas para ajudar a combater a desaceleração mundial. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em alta de 0,72%, aos 333,92 pontos.

Investidores reagiram positivamente ao anúncio feito pelo Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) de que a autoridade cortou 0,5 ponto porcentual da taxa de depósito compulsório. A decisão, de certa forma, ajudou a minimizar o viés negativo da decisão de guiar para baixo, pela quinta sessão consecutiva, o valor do yuan ante as demais moedas.

O reflexo dos mercados ante o estímulo chinês, no entanto, foi bem menor do que em outras ocasiões. "Será isto um sinal de que a fé no poder do BC está diminuindo? Ou ainda de que os temores sobre a China aumentaram?", escreveu o diretor de pesquisa da Accendo Markets, Mike van Dulken. De qualquer forma, continua, o corte no compulsório "encaixa com a decisão de promover mais uma desvalorização da moeda, o que mostra a intenção (do PBoC) em manter a estratégia".

A alta do petróleo também alimentou o apetite pelo risco no mercado. Nesta segunda-feira, 29, a commodity foi beneficiada pelo anúncio de que o número de poços e plataformas em atividade nos Estados Unidos caiu na semana passada, assim como por declarações de que o governo saudita pretende continuar a operar com outros grandes produtores para limitar a volatilidade do mercado. Amparado por esses fatores, o barril do tipo Brent sobe mais de 3% em Londres.

O petróleo e a China ajudaram a limitar o efeito negativo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro, que caiu 0,2% no ano na preliminar de fevereiro, o primeiro recuo desde setembro. O resultado contrariou a previsão de estabilidade dos economistas, e reforça a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) anuncie mais medidas de estímulo na reunião de março.

Operadores citaram também uma certa decepção com o resultado da reunião das 20 maiores economias do planeta, que aconteceu no fim de semana, em Xangai. O documento final do encontro "quase que turvou o ambiente ao invés de clareá-lo", disse Tony Cross, analista da Trutnet Direct. "Os dirigentes mundiais parecem ter concordado em agir de forma coordenada. Mas o que vimos até agora aponta para outro lado", completou.

Em Londres, o índice FTSE-100 encerrou em leve alta de 0,02%, aos 6.097,09 pontos, após passar boa parte do pregão no negativo. As ações das mineradoras foram destaque positivo: os papéis da Randgold subiram 1,25%, enquanto avançou Glencore 3,90% e Anglo American subiu 6,58%. Já em Paris, o CAC-40 terminou aos 4.353,55 pontos (0,90%), influenciado também por ArcelorMittal (+7,84%) e Airbus (+3,95%).

Em Frankfurt, o DAX fechou em queda de 0,19%, aos 9.495,40 pontos. As ações da Basf recuaram 0,44% após o Credit Suisse reduzir seu preço-alvo para a ação da indústria química. Já em Milão, o FTSE-Mib subiu 0,80%, aos 19.623,07 pontos, amparado pelos papéis da Saipem e da Yoox, que lideraram os ganhos com alta de 5,56% e 5,12%, respectivamente.

Em Madri, o Ibex-35 subiu 1,34%, aos 8.461,40 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI-20 avançou 1,21%, aos 4.767,28 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires