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Bolsas da Europa fecham no vermelho, com cautela sobre Fed e queda do petróleo

As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira, 29, dia de feriado no Reino Unido e mercados fechados em Londres. Os investidores repercutiram novamente a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) eleve os juros no fim deste ano, reforçada pelas declarações da presidente do Fed, Janet Yellen, e do vice-presidente Stanley Fischer na sexta-feira, 26.

O discurso mais "hawkish" do Fed impulsionou o dólar, que, por sua vez, pressionou as commodities, com destaque para o petróleo. Às 14h01, o Brent para outubro recuava 1,46%, aos US$ 49,19, enquanto o WTI para o mesmo mês cedia 1,62%, aos US$ 46,86. Nesse cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,15%, aos 343,20 pontos.

Em Frankfurt, o DAX caiu 0,41%, aos 10.544,44 pontos, em dia de negociações confusas. A maioria das ações fechou no vermelho, inclusive a Volkswagen e a Siemens, que perderam 1,45% e 0,51%, respectivamente. Amanhã o índice alemão pode reagir ao dado preliminar da inflação do país em agosto.

O CAC-40 recuou 0,40%, aos 4.424,25 pontos, numa sessão tranquila. As ações ligadas a commodities foram as que mais acumularam perdas, com a ArcelorMittal fechando em baixa de 2,94%, e a Total caindo 0,93%.

Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,50% e caiu aos 8.616,40 pontos, com o setor bancário amargando novas perdas. O Banco Santander recuou 0,39%, o Banco Popular Español 1,96% e o Banco de Sabadell 1,32%.

O mesmo movimento de queda nos bancos foi observado em Milão, com o índice FTSE Mib recuando 1,12%, aos 16.655,22 pontos. O Intesa Sanpaolo, que teve o maior volume de negócios no dia, recuou 0,94%, enquanto o UniCredit perdeu 0,27%. Em Lisboa, o PSI 20 ficou próximo da estabilidade, recuando 0,03%, aos 4.696,11 pontos. (Com informações da Dow Jones Newswires)