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Bolsas da Europa fecham sem direção única após Nova York voltar a cair

As principais bolsas da Europa fecharam mais uma sessão sem direção única, após ficarem quase toda a manhã desta quinta-feira, 1º de setembro, no campo positivo. O movimento se inverteu depois dos índices acionários de Nova York recuarem, influenciados pelo índice dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial dos EUA medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM), que mostrou contração da atividade.

Antes disso, os destaques de indicadores europeus haviam mostrado justamente o contrário dos EUA, com o PMI industrial do Reino Unido subindo para 53,3 em agosto e chegando ao maior nível em dez meses. Ainda assim, o volume de negócios não foi alto nas praças europeias, já que os investidores aguardam o relatório de emprego dos EUA (payroll), que será divulgado amanhã. A cautela fez o índice pan-europeu Stoxx 600 fechar quase estável, em alta de 0,04%, aos 343,66 pontos.

Ainda que o PMI industrial do Reino Unido tenha subido, o FTSE 100, de Londres, teve queda de 0,52% e fechou aos 6.745,97. A percepção dos investidores é de que o resultado dá sinais de que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) pode decidir adiar o fornecimento de estímulo adicional na economia. Isso fez a libra se valorizar ante o dólar e pressionou as companhias multinacionais. A Coca Cola HBC, por exemplo, recuou 1,14%, enquanto a Vodafone perdeu 2,83%.

Em Frankfurt, o índice DAX foi influenciado pela queda das bolsas nos EUA e pelo fortalecimento do euro ante o dólar e recuou 0,55%, aos 10.534,31 pontos. As geradoras de energia E.ON e RWE recuaram 3,03% e 2,97%, respectivamente, e pressionaram todo o setor de energia do índice.

O CAC-40, de Paris, ficou praticamente estável, em alta de 0,03%, aos 4.439,67 pontos, em sessão marcada por cautela antes do payroll. Entre as maiores altas está a Pernod Ricard, com 2,33%, depois da companhia propor um aumento dos seus dividendos.

Em Milão, o FTSE Mib recuou 0,12%, aos 16.923,28 pontos, com a Fiat Chrysler marcando presença entre as principais quedas, com -2,74%. Os bancos, que há alguns meses vêm oscilando, fecharam quase estáveis, exceto o UniCredit, que subiu 1,39%.

Madri subiu 0,53%, com o Ibex 35 chegando aos 8.762,80 pontos, enquanto Lisboa ficou quase estável, em alta de 0,04%, aos 4.713,76 pontos. COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES