24°
Máx
17°
Min

Bolsas da Europa recuam, pressionadas por petróleo e expectativas com BCs

As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, 14, com a exceção de Londres, que conseguiu encerrar o dia no campo positivo depois de três sessões consecutivas de perdas, estimulada por dados positivos locais. As outras praças oscilaram junto com o petróleo, que vem apresentando volatilidade. Durante a manhã, a commodity chegou a acentuar as perdas de ontem, mas reduziu a queda depois da divulgação dos estoques semanais do Departamento de Energia (DoE), entrando no campo positivo. O dado, porém, não foi suficiente para manter os barris com sinal positivo e eles voltaram a cair.

Além do petróleo, também influenciaram os índices alguns dados macroeconômicos e a expectativa pelas decisões de política monetária de bancos centrais importantes. Amanhã é a vez de o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) definir os juros e na semana que vem o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) terão suas reuniões de política monetária. Com esse cenário marcado pela cautela dos investidores, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,09%, aos 338,42 pontos.

Conforme mencionado acima, Londres foi a única das bolsas mais importantes a fechar no campo positivo, em alta de 0,12%, aos 6.673,31 pontos. Estimulou o movimento de compra o dado sobre desemprego no Reino Unido, que mostrou queda no trimestre até julho. O destaque entre as ações fica com as mineradoras, que se beneficiaram da alta dos preços do cobre. A Anglo American liderou os ganhos, com alta de 2,53%, enquanto a Rio Tinto subiu 0,89%.

Em Frankfurt, o DAX caiu 0,08%, aos 10.378,40 pontos, pressionado pelo dado pior do que o esperado da produção industrial da zona do euro. No campo dos negócios, a Bayer fechou em alta de 0,27%, depois de chegar a subir 4% com o anúncio de compra da Monsanto, no que foi a maior aquisição estrangeira feita por uma companhia alemã. Entre as quedas, destaque para a Linde, que recuou 1,28%, um dia depois de rejeitar a possibilidade de fusão com a Praxair. Amanhã, o índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) pode orientar os mercados.

O CAC-40, de Paris, fechou em queda de 0,39%, aos 4.370,26 pontos, com os investidores no aguardo das decisões de política monetária dos bancos centrais. As empresas de artigos de luxo tiveram as maiores quedas, com a Hermès puxando seus pares após decidir abandonar a meta de crescimento das vendas anuais. A Louis Vuitton recuou 2,25%, enquanto a Kering acumulou perdas de 1,09%.

Milão registrou um novo dia fraco para o setor bancário, que liderou as perdas do FTSE Mib. O índice fechou em queda de 0,05%, aos 16.539,90 pontos. Entre as ações com maior volume negociado estão as do UniCredit, que perderam 0,93%, e as do Monte dei Paschi di Siena, que recuaram 1,97%.

Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,25% e foi aos 8.702,40 pontos. Já o PSI 20, de Lisboa, fechou na mínima de 4.552,45 pontos, queda de 0,10%.