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Bolsas de Nova York iniciam o mês com fortes ganhos

Um renovado apetite por risco levou as bolsas de Nova York a registrarem ganhos consistentes nesta terça-feira, 1, acompanhando a valorização do petróleo em meio a dados positivos da economia norte-americana e uma nova expectativa de que mais estímulos na China podem vir depois que o país divulgou dados negativos sobre a indústria. Os setores petrolífero, bancário e de tecnologia lideraram os ganhos da sessão.

O Dow Jones fechou em alta de 348,58 pontos (2,11%), aos 16.865,08 pontos; o Nasdaq terminou na máxima aos 131,65 pontos (+2,89%), aos 4.689,60 pontos, no melhor dia desde agosto; e o S&P 500 terminou com ganho de 46,12 pontos (2,39%), aos 1.978,35 pontos, também na máxima. O Dow Jones e o S&P 500 fecharam com o melhor ganho desde janeiro.

As ações do J.P. Morgan Chase (+5,15%), da Apple (+3,97%) e as do Goldman Sachs (+3,42%) foram as responsáveis por impulsionar o índice Dow Jones. Já o Nasdaq foi ajudado pelos ganhos da IBM (+2,55%) e da Microsoft (3,34%). Entre as maiores altas do S&P 500 estavam os papéis do Citigroup (+6,23%) e do Bank of America (5,35%).

A melhora nos preços do petróleo fizeram com que as ações da Chevron, da ConocoPhillips e da ExxonMobil fechassem com avanço de 3,22%, 1,86% e 1,41%, respectivamente. As ações de montadoras também ajudaram. O papel da Ford, por exemplo, subiu 5% depois que a empresa divulgou alta de 20% nas vendas de fevereiro, em um sinal de que a melhora no setor nos EUA pode ter se concretizado.

Entre os motivos que reforçaram o apetite ao risco do investidor, além do petróleo, estão os dados divulgados hoje nos EUA.

O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês) subiu para 49,5 em fevereiro, de 48,2 em janeiro. O resultado superou a estimativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, de 48,6. Números abaixo de 50,0 indicam contração da atividade.

"O relatório do ISM mostrou que a indústria dos EUA ainda está em contração, mas com um ritmo mais lento. O fato de o indicador não mostrar que a indústria está se deteriorando rapidamente é reconfortante para os investidores", disse Mike Antonelli, operador da R.W Baird & Co, ao site MarketWatch.

Além disso, os investimentos em construção nos EUA aumentaram 1,5% em janeiro, na comparação com dezembro, informou o Departamento do Comércio. Esse foi o maior avanço desde maio e ficou bem acima da previsão dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que esperavam alta de 0,5%. Somado a isso, o dado de dezembro foi revisado para mostrar aumento de 0,6%, em vez de +0,1% como calculado inicialmente.

Por outro lado, o PMI do setor industrial dos EUA recuou a 51,3 na leitura final de fevereiro, de 52,4 em janeiro, de acordo com dados da Markit Economics. O resultado ficou abaixo da previsão dos analistas, de 51,4, mas acima da leitura preliminar de janeiro, de 51,0.

A expectativa de novos estímulos na China também contribuiu para os ganhos diante de mais uma rodada de indicadores fracos, o que tem gerado preocupações com o tamanho da desaceleração que o país está enfrentando. O PMI da indústria chinesa caiu de 49,4 em janeiro para 49,0 em fevereiro, ante previsão de manutenção em 49,4. Esta foi a sétima queda seguida do indicador. Já o PMI industrial da China medido pela Caixin recuou de 48,4 em janeiro para 48,0 em fevereiro. (Com informações da Dow Jones Newswires)