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Bolsas de NY fecham em queda após frustração com política monetária do BCE

(Foto: Rafael Matsunaga) - Bolsas de NY fecham em queda
(Foto: Rafael Matsunaga)

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em queda nesta quinta-feira, 8, pressionadas por um certa frustração dos mercados internacionais com a falta de ação do Banco Central Europeu (BCE), que anunciou a política monetária mais cedo sem sinalizar estímulos no continente. Além disso, o mau desempenho das companhias de tecnologia pesaram sobre os indicadores.

O mercado acionário americano tem estado calmo durante o verão do Hemisfério Norte. Com a temporada de balanços chegando ao fim, os investidores estão focando agora em dados econômicos e comentários de dirigentes de bancos centrais.

Com a agenda econômica relativamente fraca nos EUA, os investidores reagiram às notícias vindas da Europa. Após o BCE decidir manter inalterados os juros na zona do euro, o presidente da instituição, Mario Draghi, decepcionou os investidores que aguardavam indicações de novos estímulos. Havia a expectativa de que Draghi pudesse sinalizar uma ampliação na vigência do programa de compra de bônus, que está previsto para terminar em março de 2017. Para alguns analistas, a política monetária do BCE já atingiu seus limites em termos de eficácia.

As bolsas de Wall Street, que já vinham pressionadas, intensificaram as perdas após o pronunciamento de Draghi. O índice Dow Jones perdeu 46,23 pontos (0,25%) e fechou aos 18.479,91 pontos; o S&P 500 fechou em queda de 4,86 pontos (0,22%), aos 2.181,30 pontos; e o Nasdaq recuou 24,45 (0,46%), e fechou aos 5.259,48.

A Apple foi uma das empresas que mais perderam, com suas ações recuando 2,6% um dia após ter revelado seus mais novos modelos de smartphones. A Hewlett Packard Enterprise perdeu 3,2%.

No terreno positivo, estão as companhias associadas ao petróleo, que foram beneficiadas por um aumento dos preços da commodity. Números do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA apontaram para uma queda 14,513 milhões de barris de petróleo bruto nos estoques do país na semana passada. O recuo contrariou a previsão de analistas, que estimavam aumento de 500 mil barris no período, e impulsionou os preços. Como resultado, as ações da Chevron subiram 1,21%, e a Exxon Mobil viu suas ações avançarem 0,92%. (Com informações da Dow Jones Newswires)