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Bolsas de NY fecham em queda, com menor apetite por risco entre investidores

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira, 9, um dia também de recuo nos juros dos Treasuries (títulos dos EUA), com a aversão ao risco e a busca por segurança predominando nos mercados. A cautela abriu espaço para realização de lucros, após três dias de avanços nos índices acionários em Wall Street.

O índice Dow Jones fechou em queda de 19,86 pontos (0,11%), em 17.985,19 pontos, o Nasdaq recuou 16,02 pontos (0,32%), para 4.958,62 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 3,64 pontos (0,17%), a 2.115,48 pontos.

O S&P 500 fechou após ficar perto de sua máxima histórica, diante dos ganhos desta semana. Os juros dos bônus do governo dos EUA recuaram para seu nível mais baixo desde fevereiro, com a maior busca por esses papéis mais seguros, em um movimento que acompanhou a queda nos retornos dos bônus da Europa. A queda no petróleo também pressionou as bolsas.

A cautela antes da votação no Reino Unido sobre a permanência ou não do país na União Europeia contribuiu para que os investidores evitassem riscos. O país realiza um plebiscito sobre o tema no dia 23. A aversão ao risco fortaleceu o dólar, o que pressionou as commodities e, consequentemente, as ações do setor de energia. Os papéis do setor financeiro do S&P também caíram.

O relatório de empregos (payroll) fraco dos EUA na semana passada fez os investidores reavaliarem as apostas de alta de juros no futuro próximo no país, o que pressiona as companhias do setor financeiro, disse Brian Jacobsen, estrategista-chefe de portfólio no Wells Fargo Funds Management. A alta nos juros é algo bom para os bancos, já que isso aumenta a distância entre o que os bancos cobram para emprestar e o que eles pagam sobre os depósitos. "Se o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) deve esperar até setembro ou talvez dezembro, isso não é bom para a lucratividade dos bancos no curto prazo", disse Jacobsen.

Dados fracos da inflação na China, que mostraram desaceleração no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) pela primeira vez em oito meses, contribuíram para a cautela. No Japão, o núcleo das encomendas à indústria, outro indicador importante do sentimento das empresas, recuou fortemente em abril.

Nos EUA, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego caiu 4 mil na última semana, para 264 mil, ante expectativa de 270 mil dos analistas. Ainda assim, o dado positivo não foi capaz de empolgar as bolsas, num pregão marcado pela cautela. O estrategista David Jilek, da Gateway Investment Advisors, afirmou que, no momento, não vê nenhum catalisador que possa impulsionar o mercado acionário em Wall Street, no curto prazo. Fonte: Dow Jones Newswires