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Bolsas de NY fecham em queda, com preocupações sobre economia global

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em queda nesta terça-feira, 5, pelo segundo dia consecutivo, enquanto os ativos considerados seguros verificaram ganhos, com a cautela dos investidores sobre a perspectiva da economia global.

O índice Dow Jones perdeu 133,68 pontos (0,75%) e fechou aos 17.603,32 pontos; o S&P recuou 20,96 pontos (1,01%), para 2.045,17; e o Nasdaq caiu 47,87 pontos (0,98%) e fechou aos 4.843,93 pontos.

Todos os setores do S&P 500 recuaram, enquanto investimentos seguros, como ouro, ienes e os bônus dos governos da Alemanha e dos EUA, subiram.

Mas os investidores estão encarando agora o que se espera ser uma temporada de balanços sombria e preços de petróleo que permanecem historicamente baixos - apesar do recente rali -, levantando a questão sobre se os fortes ganhos publicados desde a queda em fevereiro podem continuar.

"Foi apenas otimismo excessivo", disse Ilya Feygin, da corretora WallachBeth Capital.

O setor de serviços públicos do S&P 500, um dos maiores ganhadores do ano, recuou 1,9%, e puxou as perdas do dia. Ações de companhias de cuidados com a saúde também recuaram mais que as ações dos outros setores, perdendo 1,2%.

As ações da Allergan despencaram 14,77% após o Departamento do Tesouro dos EUA impor novas regras que podem travar inversões corporativas, o que lançou dúvidas sobre a possível fusão da criadora do Botox com a Pfizer, que viu seus papéis subirem 2,08%.

As ações das companhias financeiras também deixaram a desejar. Taxas de juros persistentemente baixas podem ferir a rentabilidade dos bancos, porque limitam a quantia que eles podem cobrar sobre empréstimos, em comparação com o que eles pagam por depósitos.

Um indicador de ações financeiras no S&P 500 caiu 1,4%. O Bank of America recuou 2,37% e o Morgan Stanley perdeu 2,64%.

Notícias econômicas negativas dos EUA e da Europa também esquentaram o debate sobre a saúde da economia global. O déficit comercial norte-americano se alargou para o maior patamar em seis meses, em fevereiro, de acordo com o Departamento do Comércio. Fonte: Dow Jones Newswires