21°
Máx
17°
Min

Bolsas de NY fecham em torno da estabilidade, com bancos em alta após balanços

As bolsas de Nova York terminaram a sessão desta quinta-feira, 14, em torno da estabilidade, sem direção única. O destaque do dia foi o setor bancário, que registrou alta após balanços positivos. O índice Dow Jones fechou em alta 18,15 pontos (0,10%), aos 17.926,43 pontos, e o S&P 500 teve ganho marginal de 0,36 ponto (0,02%), para 2.082,78 pontos. O índice que mede as ações financeiras do S&P 500 subiu 0,3%. Por outro lado, o Nasdaq caiu 1,53 ponto (0,03%), para 4.945,89 pontos.

Bank of America anunciou queda no lucro no primeiro trimestre deste ano, prejudicado por um declínio nas receitas com operações e pela baixa taxa de juros nos EUA. Wells Fargo também teve recuo no lucro, afetado pelo declínio nos preços do petróleo. De todo modo, os resultados dos dois bancos superaram as estimativas de analistas.

"Quando você vê setores que vinham tendo desempenho abaixo da média começarem a se fortalecer, isso tem efeito sobre todo o mercado", afirmou Rob Bernstone, diretor-gerente de operações com ações do Credit Suisse. "Certamente os resultados foram saudáveis."

Mesmo se os resultados do primeiro trimestre continuarem superando as projeções, alguns analistas alertam que as fracas perspectivas de crescimento global e as relativamente altas avaliações de valor das ações nos EUA podem dificultar um avanço além do patamar atual.

"Há muito pouca clareza sobre as perspectivas econômicas", comentou Abi Oladimeji, estrategista-chefe da Thomas Miller Investment. "Isso gera incertezas e incerteza gera volatilidade", disse.

As ações do BofA fecharam com alta de 2,54%, mas as do Wells Fargo caíram 0,49%. O índice bancário KBW do Nasdaq avançou 1,0% e agora acumula queda de cerca de 8,3% em 2016. JPMorgan Chase subiu 1,29%, um dia depois de também publicar resultados melhores que o esperado no primeiro trimestre.

Entre os indicadores econômicos divulgados hoje, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu pela segunda semana seguida e atingiu o nível mais baixo desde 1973, de acordo com dados do Departamento do Trabalho. No entanto, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em março e, embora tenha sido o primeiro aumento em quatro meses, ficou abaixo da previsão de +0,2%. Fonte: Dow Jones Newswires