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Bolsas de NY fecham perto da estabilidade ao fim de trimestre turbulento

As bolsas de Nova York fecharam perto da estabilidade nesta quinta-feira, 31, com os índices em geral em leve baixa, em um fim mais calmo para um primeiro trimestre turbulento para os mercados pelo mundo. O índice Dow Jones fechou o dia em queda de 0,18%, em 17.685,09 pontos, o Nasdaq subiu 0,01%, para 4.869,85 pontos, e o S&P 500 recuou 0,20%, para 2.059,74 pontos.

Uma recuperação nos preços do petróleo, a política monetária mais frouxa e dados econômicos melhores que as previsões nos Estados Unidos levaram a ganhos no Dow Jones e no S&P 500 neste trimestre. Isso ocorreu mesmo após recuos nas seis primeiras semanas do ano, quando prevaleceram preocupações sobre a economia global e incertezas sobre os rumos dos bancos centrais. O índice Dow Jones teve alta de 1,49% no trimestre, enquanto o S&P 500 subiu 0,77%. O Nasdaq, porém, recuou 2,75%.

O diretor de investimentos David Donabedian, da Atlantic Trust Private Wealth Management, afirmou que o trimestre foi "uma montanha russa" e que, diante disso, alguns investidores tiveram perdas. Ele disse que os que estavam otimistas no início do ano tiveram um começo muito difícil, enquanto aqueles que tiveram a confiança minada em janeiro ou fevereiro também perderam, já que houve uma recuperação desde então.

Investidores preparam-se para mais turbulências, pois se aproxima a temporada de balanços do primeiro trimestre e os sinais da economia permanecem modestos.

Nesta quinta-feira, os dados mostraram uma fotografia mista da economia. O número de novos pedidos de auxílio-desemprego subiu na última semana, mas segue em nível historicamente baixo. Os novos pedidos avançaram 11 mil, para 276 mil após ajustes sazonais na semana encerrada em 26 de março. Já o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de Chicago, medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), subiu de 47,6 em fevereiro para 53,6 em março, acima da previsão de 50,0.

Investidores dizem agora esperar o relatório mensal de empregos, que sai nesta sexta-feira. A expectativa dos analistas é que tenham sido gerados 213 mil postos nos EUA em março, em patamar saudável, ainda que inferior aos 242 mil empregos criados no mês anterior. A taxa de desemprego deve seguir em 4,9%, acreditam os economistas. Fonte: Dow Jones Newswires