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Bolsas de NY fecham sem direção definida em dia de balanços mistos

O mercado acionário dos Estados Unidos fechou sem direção definida nesta terça-feira, 26, em um dia de balanços corporativos mistos e dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos.

O índice Dow Jones fechou em queda de 19,31 pontos (-0,10%), aos 18.473,75 pontos; o S&P 500 fechou praticamente estável, em alta de 0,70 ponto (0,03%), aos 2.169,18 pontos; e o Nasdaq ganhou 12,42 pontos (0,24%), fechando aos 5.110,05 pontos.

A expectativa com a divulgação dos resultados de gigantes de tecnologia após o fechamento do pregão, como Apple e Twitter, deram sustentação ao Nasdaq. No after hours, a Apple subia 7,14% após reportar um lucro de US$ 7,8 bilhões no terceiro trimestre e o Twitter despencava 10,84%, depois de divulgar uma perda de US$ 136,7 milhões no segundo trimestre.

Seis companhias listadas na Dow divulgaram balanços nesta terça-feira e três delas - McDonald's, 3M, e Verizon Communications - viram suas ações recuarem após publicarem resultados decepcionantes. Isso foi o suficiente para pressionar o índice para o terreno negativo no dia. O McDonald's caiu 4,47%, a 3M recuou 0,35% e a Verizon perdeu 0,18%.

Na contramão, o a DuPont superou as expectativas ao anunciar uma alta de 8,4% no lucro líquido no segundo trimestre e viu seus papéis avançarem. Já a United Technologies subiu 3,10% após sua receita e lucro ajustado por ação virem melhores que a estimativa.

Em linhas gerais, os balanços nos EUA têm vindo sólidos, mas sem brilho. Estimativa da FactSet com base nas 159 companhias do S&P 500 que divulgaram seus resultados até o momento mostra que os lucros estão caminhando para uma queda de 4,5% na comparação entre o segundo trimestre de 2016 com o de 2015.

As perdas não foram maiores nos EUA por causa de dados positivos divulgados hoje no país.

As vendas de moradias novas para uma única família nos EUA subiram 3,5% em junho ante maio, para a taxa sazonalmente ajustada de 592 mil unidades, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Comércio. O resultado do mês passado foi o mais forte desde fevereiro de 2008.

Além disso, mesmo que o índice de confiança do consumidor dos EUA - medido pelo Conference Board - tenha registrado queda marginal a 97,3 em julho, o resultado veio melhor que a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda maior, a 96,3.

Foi uma sessão morna para os mercados como um todo, no entanto. Investidores seguem ansiosos com a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) - que será anunciada amanhã - e do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), prevista para quinta-feira. (Com informações da Dow Jones Newswires)