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Bolsas europeias fecham em queda pressionadas por petróleo e mineradoras

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quinta-feira, 12, pressionadas pela retração do petróleo, uma queda acentuada nas ações do setor de mineração e um conjunto de notícias corporativas. Além disso, o alerta do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) para os riscos caso o Reino Unido deixe a União Europeia (UE) contribuiu para cautela.

A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,95%, Paris perdeu 0,54% e Frankfurt caiu 1,13%. Já a bolsa de Milão perdeu 0,26%, Madri recuou 0,01%, enquanto Lisboa subiu 0,38%.

Os preços do petróleo, que operaram em alta significativa na maior parte da manhã, devolveram os ganhos antes do fechamento dos mercados europeus, gerando perdas para as empresas do setor. Inicialmente, os preços subiram depois que Agência Internacional de Energia (AIE) sugeriu que os estoques da matéria-prima terão uma "redução dramática" no segundo semestre deste ano. Após subir com força, acompanhando a tendência desde a quarta-feira, 11, o mercado encontrou espaço para realização de lucros, com alguns analistas alertando que a queda dos estoques da commodity pode ser temporária, além de uma expectativa de que o Canadá aumente sua produção após a redução dos incêndios na região de areias betuminosas em Alberta que tinham interrompido a produção.

Enquanto isso, uma queda acentuada no preço de alguns metais básicos, como, por exemplo, o cobre, gerou perdas para as mineradoras. As ações da Anglo American caíram 6,8%, enquanto os papéis da BHP Billiton, Glencore e Antofagasta terminaram com queda superior a 3%.

Outro fator que disseminou cautela foi o alerta do BoE para os riscos econômicos caso o Reino Unido deixe a UE, destacando para uma "recessão técnica" e um enfraquecimento da libra. A votação ocorrerá no dia 23 de junho e pesquisas recentes apontam para um equilíbrio entre o "sim" e o "não" para uma saída, o que tem deixado o mercado cauteloso. A autoridade monetária decidiu hoje manter a taxa básica de juros na mínima histórica de 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, e reduziu a previsão de crescimento da economia do país de 2,2% para 2,0% em 2016.

O setor bancário mais uma vez ficou no foco dos investidores. As ações do UBS despencaram quase 6%, com o Credit Suisse também fechando em forte baixa (-1,61%). Os movimentos ocorreram após o governo suíço concordar com as versões finais das novas regras bancárias, com o objetivo de proteger a economia do país de um colapso nos grandes credores, informou a Reuters. Segundo as regras, grandes bancos como o UBS e o Credit Suisse seriam obrigados a manter 5% da proporção entre a alavancagem de capital e a base de ativos totais. A notícia contaminou o setor em Milão. As ações do Banca Monte dei Paschi di Siena a fecharam em queda de 2,2% e o Intesa Sanpaolo perdeu 1,1%.

Enquanto isso em Frankfurt, a bolsa foi pressionada pela retração de 4,9% dos papéis da Bayer em meio a rumores de que a empresa pondera realizar uma proposta de compra da Monsanto.

Além disso, o desempenho negativo de Wall Street - diante das preocupações com a economia dos EUA depois de novos indicadores de emprego e de inflação ruins - ajudou as bolsas europeias a se manterem no negativo. O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA registrou alta de 20 mil na semana encerrada em 7 de maio, para 294 mil, segundo o Departamento de Trabalho, o nível mais alto desde fevereiro de 2015 e acima da previsão (+265 mil). Já os preços dos bens importados subiram 0,3% entre março e abril, mas abaixo da previsão de +0,4%.(Com informações da Dow Jones Newswires)