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Bolsas fecham sem sinal único em NY, mas reduzem perdas com ações de energia

As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 12, com uma reação das ações do setor de energia colaborando para os índices acionários reduzirem perdas. Os índices acionários têm tido uma semana volátil, com investidores de olho na oscilação do petróleo e em algumas notícias pouco animadoras de alguns dos principais varejistas do país.

O índice Dow Jones subiu 0,05%, ou 9,38 pontos, para 17.720,50 pontos, o Nasdaq recuou 0,49%, ou -23,36 pontos, fechando em 4.737,33 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,02%, ou -0,35 ponto, para chegar a 2.064,11 pontos.

Entre as varejistas, a Macy's divulgou balanço na quarta-feira, o que gerou preocupações sobre o gasto dos consumidores e provocou uma onda de vendas de papéis de várias operadoras de lojas e companhias do setor de vestuário.

"Eu acho que temos um mercado cauteloso", disse Quincy Krosby, estrategista de mercado da Prudential Financial.

Os preços do petróleo oscilaram durante boa parte da sessão, após a Agência Internacional de Energia (AIE) dizer que os estoques de petróleo terão uma "redução dramática" no segundo semestre do ano. O petróleo terminou com alta de 1% em Nova York, na nova máxima em seis meses, em US$ 46,70 o barril o contrato do WTI para junho.

As ações do setor de energia do índice S&P 500 subiram 0,4%, um resultado melhor que o do mercado em geral. Chevron e Exxon Mobil subiram ambas 1%. Nike, por sua vez, avançou 1,7% e liderou as altas do índice Dow Jones.

Muitos investidores, porém, mostram ceticismo nesta temporada de balanços, diante de uma perspectiva de crescimento econômico moderado. "Os investidores não têm uma razão para comprar", afirmou Randy Warren, diretor do escritório de investimentos da Warren Financial Service. A ação da Apple teve o pior desempenho no índice Dow Jones, em baixa de 2,4%.

A varejista Kohl's Corp. caiu 9,2%, após registrar queda de 87% em seu lucro no primeiro trimestre, com uma queda inesperada nas vendas. "Qualquer informação que sugira que o consumo perde fôlego aumentaria a ansiedade um pouco" nos mercados, afirmou Jim Paulsen, estrategista-chefe de investimentos da Wells Capital Management. Ele não espera, porém, uma grande queda no setor.

Alguns dados fracos contribuíram para a cautela neste pregão. O número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 20 mil na semana até 7 de maio, para 294 mil, no maior nível desde fevereiro de 2015. Analistas previam queda para 265 mil. Os preços dos importados subiram 0,3% em abril ante o mês anterior, mas ficaram abaixo da previsão de +0,4% dos economistas. Fonte: Dow Jones Newswires