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Bolsas recuam em NY com balanços mistos e à espera de reuniões de bancos centrais

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira, 21, pressionadas por resultados corporativos mistos e à espera das reuniões de política monetária de diversos bancos centrais, com o recuo das expectativas de novos estímulos na Europa e no Japão.

No final da tarde em Nova York, o índice Dow Jones fechou aos 18.515,79 pontos (-0,43%%), encerrando um rali de nove pregões, pressionada pela queda de 4% dos papéis da Intel, após a fabricante de chips informar um declínio de seu um lucro líquido na noite de ontem, depois do fechamento dos mercados.

O S&P 500 recuou 0,37%, aos 2.165,09 pontos, afastando-se da renovação da máxima histórica ontem e o Nasdaq cedeu 0,31%, aos 5.073,90 pontos.

Foi um retrocesso "normal" em resposta ao ganhos extensos, de acordo com Paul Nolte, administrador de portfólios da Kingsview Asset Management, que acredita que não será estranho ver o mercado recuar mais um pouco.

Apesar da queda de hoje, os recentes ganhos das bolsas as colocaram no caminho para bater o recorde de altas mensais desde março. O Nasdaq está próximo de obter um ganho de 4,8% em julho, a Dow Jones de 3,3% e o S&P 500 está no caminho para avançar 3,2% no mês, de acordo com dados da FactSet.

Casey Clark, vice-presidente de pesquisa em estratégia de investimento da Glenmede, afirmou que investidores estão dando um tempo antes da próxima semana, que está programada para várias reuniões de bancos centrais. "É um período de 'esperar para ver', sendo a próxima semana talvez a mais importante da temporada", afirmou.

Pelo menos 15 bancos centrais estão programados para realizar reuniões de política monetária nos próximos dias. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) tem reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) nos dias 26 e 27 de julho, enquanto o Banco do Japão (BoJ) se reúne no dia 29.

As previsões indicam amplamente que o Fed deve manter a taxa de juros inalterada, mas os dirigentes podem indicar uma alta nos juros nos próximos meses, provavelmente em setembro.

Também especula-se que o BoJ pode lançar mais medidas de estímulo, à medida que os dirigentes continuam buscando impulsionar a economia.

Em discurso após a reunião que manteve inalterado os juros na região, o presidente do BCE, Mario Draghi, reiterou que a instituição está aberta à possibilidade de novos estímulos na reunião de setembro, mas salientou, por outro lado, que não discutiu especificamente a possibilidade de ampliar seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) e que a autoridade monetária precisa de mais tempo para avaliar o impacto do Brexit. Fonte: Dow Jones Newswires