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Bolsas sobem mais de 1% em NY com ações dos setores de energia e mineração

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 22, com quase todas as ações entre as 30 componentes do índice Dow Jones em terreno positivo. O rali acompanhou o avanço do petróleo, que subiu mais de 5% na Nymex, e de outras commodities, o que beneficiou especialmente empresas dos setores de energia e mineração.

Dow Jones encerrou a sessão com +1,40% (228,67 pontos), aos 16.620,66 pontos, enquanto Nasdaq avançou 1,47% (66,18 pontos), para 4.570,61 pontos, e S&P 500 ganhou 1,45% (27,72 pontos), para 1.945,50 pontos. Chesapeake Energy liderou os ganhos entre os papéis incluídos no S&P 500, com +20%, enquanto Freeport McMoRan subiu 14,52%.

Depois de ser impulsionado na semana passada pelo acordo fechado entre alguns países produtores para congelar a produção nos níveis de janeiro, hoje o petróleo ganhou sustentação de um relatório em que a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que prevê reequilíbrio entre oferta e demanda até 2017. Além disso, a AIE disse esperar que a produção de óleo de xisto dos EUA diminua neste ano e no próximo.

"Se o petróleo se estabilizar (...) o mercado deve se estabilizar", afirmou Lucy Macdonald, diretora de investimento em ações da Allianz Global Investors. Russ Koesterich, estrategista do BlackRock, por sua vez, destacou que os investidores "estão menos preocupados com a possibilidade de a economia dos EUA cair em um abismo". Na sexta-feira dados sobre inflação ao consumidor norte-americano vieram acima do esperado e reduziram os temores de uma nova recessão no país.

As bolsas de Nova York também se beneficiaram hoje de notícias consideradas positivas na China. O presidente da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários (CSRC, a CVM local) deixou o cargo após equívocos que foram criticados por operadores e outras autoridades por contribuir para a volatilidade nas bolsas chinesas vista recentemente.

No entanto, alguns analistas ainda alertam que as preocupações com o desempenho das bolsas neste ano, como o fraco crescimento econômico norte-americano e balanços corporativos ruins, provavelmente persistirão. "Ainda há muita coisa negativa por aí", comentou Peter Costa, presidente da corretora Empire Executions. Fonte: Dow Jones Newswires