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Bovespa acompanha mercado externo e tem queda de 1,10%

A Bovespa acompanhou o mau humor do mercado internacional e operou em baixa durante todo o pregão desta segunda-feira, 26, dando continuidade ao movimento de sexta-feira. As ordens de venda nas bolsas americanas foram estimuladas por fatores como a cautela antes do debate entre Hillary Clinton e Donald Trump, esta noite, e ainda com a política monetária dos Estados Unidos. Na Europa, temores de uma crise financeira derrubaram ações de bancos e influenciaram os papéis do setor, com reflexos também no Brasil.

Em meio ao ambiente de aversão ao risco, o Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,10%, aos 58.053,53 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 4,49 bilhões, bem abaixo da média diária de setembro, de R$ 6,84 bilhões. Segundo operadores, as quedas aqui e em Nova York não foram maiores porque o petróleo operou em forte alta durante todo o dia, recuperando parte das perdas recentes.

Apesar da alta dos preços da commodity, as ações da Petrobras não escaparam da onda de vendas e terminaram o dia com perdas de 1,80% (ON) e 2,12% (PN). As ações de bancos também tiveram desempenho negativo importante, influenciadas em boa parte pelos temores de problemas com bancos na Europa, em meio a sinais de dificuldades do Deutsche Bank. Bradesco PN caiu 1,24%, Banco do Brasil ON cedeu 1,13% e Itaú Unibanco perdeu 0,77%.

Algumas ações do setor imobiliário também foram destaque de queda, devido à notícia de que o Ministério das Cidades desautorizou a Caixa Econômica Federal a utilizar, em contratações do programa habitacional, recursos do FGTS, do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Com isso, MRV ON caiu 1,87% e Direcional ON (fora do Ibovespa) recuou 3,37%. Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumula alta de 0,26% em setembro e alta de 33,92% no acumulado de 2016.