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Bovespa amplia queda com abertura em NY

A Bovespa abriu em queda nesta segunda-feira, 4, e acelerou as perdas perto das 10h50, em sintonia com o início dos negócios em Nova York. Internamente, os investidores seguem de olho no noticiário político e aguardam a apresentação formal da defesa da presidente Dilma Rousseff na comissão de impeachment da Câmara, no período da tarde.

Às 10h41, o Ibovespa recuava 1,38%, aos 49.864,34 pontos. As perdas são conduzidas principalmente pelas ações da Petrobras, em baixa de 2,94% (ON) e 3,71% (PN). Pesam ainda sobre os papéis notícias veiculadas na imprensa de que a estatal pode reduzir preços de combustíveis.

No campo político, levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que atualmente 261 deputados votariam a favor da abertura do procedimento de impeachment e 117 se posicionaram contra. Nove não quiseram se manifestar, 55 disseram estar indecisos ou preferiam esperar a orientação partidária e 71 integrantes de 15 siglas não foram localizados. Os números foram recebidos com otimismo pelo Palácio do Planalto.

A avaliação é que a oposição não terá força para atingir os 342 votos necessários para a abertura do processo. "A pesquisa mostra que o governo está no caminho certo, que vai conseguir derrotar o impeachment. Se no pior momento a oposição tem só 261 votos, imagine depois da reforma que será promovida pela presidente", afirmou uma fonte do governo.

No exterior, as bolsas de Nova York abriram em queda, diante do comportamento volátil do petróleo neste início de negócios. O Dow Jones recuava 0,11%, o S&P 500 tinha queda de 0,06% e o Nasdaq, -0,08%.

Os futuros da commodity exibem perdas no momento, em meio a sinais de ceticismo de que um acordo para limitar a produção seja ratificado este mês em Doha. Grandes produtores, incluindo membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e nações de fora do grupo, irão se reunir na capital do Catar, no próximo dia 17, para discutir um possível congelamento da produção.