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Bovespa aprofunda queda e renova mínimas após abertura em Nova York

(Foto: Hugo Arce/Fotos Públicas) - Bovespa aprofunda queda e renova mínimas após abertura em Nova York
(Foto: Hugo Arce/Fotos Públicas)

Depois de uma abertura sem força, a Bovespa aprofundou a trajetória de queda e renovou mínimas na segunda parte da manhã desta terça-feira, 17, em sintonia com o início dos negócios em Wall Street. Às 10h35, o Ibovespa recuava 1,30%, aos 51.337,64 pontos, pressionado por ordens pontuais de venda por parte de investidores estrangeiros em meio à fraqueza do petróleo e ao desempenho negativo dos mercados acionários internacionais.

Segundo operadores, a equipe econômica nomeada no início da manhã pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, agradou aos investidores, mas já estava de certa forma precificada, uma vez que não trouxe surpresas em relação ao que já era especulado.

Em Wall Street, depois dos fortes ganhos da véspera, o Dow Jones perdia 0,25%, o S&P 500 recuava 0,20% e o Nasdaq cedia 0,15%. Os investidores avaliam dados da produção industrial, enquanto a inflação ao consumidor mostrou a maior alta mensal em abril desde fevereiro 2013, sinalizando que o Federal Reserve pode estar no caminho para elevar os juros mais cedo. O índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 0,4% no mês passado, acima da expectativa de aumento de 0,3%.

Voltando a mercado doméstico, as ações da Petrobras recuam 0,13% (ON) e 1,13% (PN), em sintonia com a fraqueza dos contratos futuros de petróleo, após o barril atingir ontem a maior cotação de 2016. A estatal anunciou mais cedo ao mercado no exterior a emissão de bônus em dólares.

Os recursos serão usados para recompra de bônus e para propósitos gerais da companhia, informaram fontes. A operação havia sido antecipada pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) na semana passada.