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Bovespa demonstra instabilidade com política, embora exterior favoreça alta

A Bovespa tem leve alta depois de abrir em queda nesta segunda-feira, 8, um dia de poucas divulgações corporativas antes do pregão e de preocupações com o cenário político. O envolvimento do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB) e do ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), com dinheiro ilícito de "caixa 2", segundo denúncias à Operação Lava Jato, pressiona para baixo as ações.

"A notícia (sobre Temer e também sobre Serra) tem bastante impacto, pois estamos na véspera da votação do impeachment", escreveram os analistas da corretora Elite em relatório a clientes. "O resultado final do processo de impeachment ainda é dado como certo para o mercado, e qualquer alteração desse cenário será negativo", dizem.

Às 10h36, o Índice Bovespa subia 0,19% aos 57.771,65 pontos, logo depois de bater a mínima aos 57.504,16 pontos (-0,27%). A ação ON da BB Seguridade recuava 0,86%, apesar de o resultado do segundo trimestre divulgado hoje ter vindo em linha com projeções de analistas.

A empresa foi a única da carteira Ibovespa a divulgar balanço antes do pregão desta segunda-feira. O lucro líquido contábil ajustado foi de R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, elevação de 9,3% ante o mesmo período de 2015.

Além da abertura de Nova York em alta e das principais bolsas da Europa com sinal positivo, estão pressionando o Ibovespa para cima as valorizações do petróleo e do minério de ferro. O petróleo WTI subia 2,22% aos US$ 42,74/barril perto do horário acima.

Já o minério iniciou a semana na China com alta de 0,8%, cotado a US$ 61,4 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Na semana passada o preço subiu 3,5%. Esse valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China.