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Bovespa fecha em alta de 0,95% e tem novo pico no ano

A Bovespa enfrentou alguma instabilidade nesta terça-feira, 6, mas encontrou fôlego para avançar 0,95%, aos 60.129,43 pontos, patamar mais elevado do ano. No retorno do feriado do Dia do Trabalho nos EUA, as bolsas em Wall Street voltaram a figurar como importante referência para os negócios no Brasil. Por outro lado, a proximidade do feriado brasileiro do Sete de Setembro manteve uma parte dos investidores fora do mercado, à espera de definições no cenário nacional. Com isso, a terça-feira gerou R$ 6,546 bilhões em negócios, valor aquém dos R$ 7,320 bilhões da média das últimas semanas.

A bolsa brasileira iniciou o dia em alta, acompanhando as pares americanas, mas passou a enfrentar instabilidade com a repercussão internacional de dados econômicos dos Estados Unidos mais fracos que o esperado. O principal deles foi o índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços, que mostrou queda expressiva em agosto e disseminou temores em relação à força da economia americana, reduzindo apostas de aumento de juros no país em setembro. O índice, calculado pelo ISM caiu de 55,5 em julho para 51,4 em agosto. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de analistas, que previam um índice de 55,0.

O petróleo em queda foi referência externa negativa para o mercado brasileiro. Ao longo do dia, porém, uma melhora dos preços da commodity beneficiou as ações da Petrobras, que haviam amargado fortes perdas pela manhã. Petrobras PN, que chegou a cair 2,17%, inverteu a tendência e fechou com ganho de 1,08% e ajudou a levar o Ibovespa à máxima do dia no fechamento. Petrobras ON, que caiu 2,30% na mínima do dia, encerrou o pregão em baixa bem menor, de 0,50%.

Apesar da falta de notícias concretas, a preocupação com o cenário político arrefeceu no pregão desta terça. Segundo operadores, essa melhora de humor pôde ser percebida principalmente no mercado de câmbio, onde a queda do dólar foi atribuída não apenas à influência internacional, mas também a uma redução da tensão com o cenário político doméstico. A desvalorização da moeda, segundo operadores, favoreceu a consolidação da alta da Bovespa, durante a tarde.

A queda do dólar, apesar de ter beneficiado a bolsa de maneira geral, prejudicou as ações de empresas exportadoras, que têm receita em moeda estrangeira. Marfrig ON (-1,89%), Klabin unit (-1,42%) e Cosan ON (-0,84%) estiveram entre as maiores quedas do dia. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 3,85% em setembro e de 38,71% em 2016.