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Bovespa fecha em alta de 1,87% com repercussão positiva de eleições municipais

Os resultados das urnas nas eleições municipais tiveram efeito direto sobre a Bovespa neste primeiro pregão de outubro. O avanço de candidatos de partidos aliados ao governo Michel Temer, em contraposição ao declínio de concorrentes petistas, foi lido como sinal de fortalecimento do presidente. Com isso, a percepção foi de que cresceram as chances de avanço das medidas do ajuste fiscal. Animado pelo noticiário doméstico, o investidor de renda variável relativizou as quedas das bolsas de Nova York e levou o Índice Bovespa a uma alta de 1,87%, aos 59.461,22 pontos, nesta segunda-feira, 3.

Para analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de noticias em tempo real do Grupo Estado, a derrota do PT em redutos estratégicos, como as capitais nordestinas, além de São Bernardo e São Paulo, mostra que a tese da aplicação de um possível golpe contra o partido não teve adesão popular. E sem o endosso dos eleitores ao argumento petista, o governo correria menor risco de enfrentar resistências no Congresso.

Os ganhos mais representativos ficaram com as "blue chips", ações mais líquidas da bolsa, o que pode significar, segundo Vladimir Pinto, um sinal de maior participação de investidores estrangeiros no pregão. As ações da Petrobras fecharam com ganhos de 2,97% (ON) e de 2,95% (PN) e, segundo operadores, refletiram não apenas a alta dos preços do petróleo, mas também a melhora das expectativas com o cenário político. Vale ON e PNA avançaram 1,63% (ON) e 2,27% (PNA). Entre as 58 ações que compõem a carteira teórica do Índice Bovespa, apenas três fecharam em baixa: Rumo ON (-0,47%), Ambev ON (-0,35%) e Fibria ON (-0,09%). Já as maiores altas foram de Bradespar PN (+5,53%), CSN ON (+4,62%) e Qualicorp ON (+4,17%).

O cenário internacional ficou em segundo plano, com a contribuição do feriado na Alemanha, que manteve os mercados locais fechados. Com isso, permaneceu a expectativa em torno da crise financeira enfrentada pelo Deutsche Bank, o maior banco do País. A cautela com o banco contribuiu para manter as bolsas americanas em baixa, mas não impediu a alta dos bancos brasileiros. Banco do Brasil ON liderou o grupo, com alta de 2,37%.