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Bovespa fecha perto da estabilidade, mas contabiliza ganhos na semana

Depois de passar a tarde à deriva, oscilando ao redor da estabilidade, a Bovespa terminou a sexta-feira, 5, em leve alta de 0,12%, aos 57.661,14 pontos. Na semana, o índice à vista teve valorização de 0,62%, nada mal para quem contabilizava perdas de 2,0% só nos dois primeiros dias.

Com a proximidade do fim de semana, os investidores estrangeiros concentraram-se em peso na ponta vendedora, ajustando posições recentes. As ações da Petrobras foram as principais penalizadas por esse movimento e fecharam em queda de cerca de 3,0%, vítimas também da fraqueza do petróleo no exterior.

Por outro lado, os papéis de Vale subiram seguindo suas pares internacionais, na esteira da recuperação do minério de ferro no mercado chinês. Já em Wall Street, as bolsas avançaram de forma consistente, após o relatório de emprego (payroll) dos EUA mostrar forte criação de vagas em julho, o que sinaliza fortalecimento da economia norte-americana.

Na abertura, refletindo os números sólidos do payroll, o índice à vista começou em alta e alcançou os 57.951 pontos (+0,62%) na máxima. Mas essa trajetória só se sustentou até perto das 11h, quando passou a cair pressionado pelas perdas do petróleo. Na mínima, marcou 57.290 pontos (-0,53%). O volume foi mais fraco e somou R$ 5,93 bilhões. No ano, a Bolsa tem ganho de 32,78%.

Principal alvo de ordens de venda por parte de corretoras estrangeiras, as ações da Petrobras recuaram 2,28% (ON) e 3,00% (PN). No exterior, o petróleo chegou a cair mais de 1% durante a tarde, mas devolveu a maior parte das perdas no fim da sessão.

O movimento aconteceu a despeito de um novo aumento do número de poços e plataformas em atividade nos EUA, o sexto consecutivo. Na Nymex, o contrato WTI para setembro fechou em queda de 0,31%, a US$ 41,80 por barril. Já o contrato do Brent para outubro cedeu 0,04%, a US$ 44,27 por barril, na ICE.

Na agenda da próxima semana, após a surpresa positiva com os dados de criação de postos de trabalho nos Estados Unidos em julho, os investidores aguardam os números do varejo para confirmar o vigor da economia norte-americana.

Também merece atenção especial a bateria de indicadores da China, que têm potencial para mexer com os preços das commodities e, consequentemente, dos ativos domésticos. Ao longo da semana sairão dados de inflação ao consumidor e ao produtor, balança comercial, produção industrial, investimentos em ativos fixos e vendas no varejo. Internamente, o destaque é o IPCA de julho.