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Bovespa tem 3ª alta seguida e fecha junho com ganho de 6,30%

A Bovespa avançou nesta quinta-feira, 30, pelo terceiro pregão consecutivo, novamente influenciada pelo mercado internacional e terminou o dia aos 51.526,92 pontos, com ganho de 1,03%. O volume de negócios totalizou R$ 7,9 bilhões, acima dos R$ 6,4 bilhões da média diária de junho. Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumulou alta de 6,30% em junho e de 18,87% no primeiro semestre de 2016. Em 12 meses, no entanto, o índice ainda registra perdas de 2,93%.

Em um dia de escassez de notícias de grande relevância, a alta das bolsas de valores no Brasil e no exterior foi determinada principalmente por declarações do presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mark Carney. O executivo disse que a equipe do banco central acredita ser necessário cortar juros ao longo dos próximos meses. Carney indicou que medidas podem ser tomadas já na reunião de terça-feira do Comitê de Política Financeira, responsável pela regulação bancária.

"Os mercados passaram a considerar um corte de juros a partir das declarações do BoE, e isso levou as bolsas a acelerarem ganhos na Europa e Estados Unidos. Esse foi fundamentalmente o motivo da alta nos mercados de ações", disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da corretora Renascença.

Apesar da melhora do humor no mercado externo, os preços do petróleo seguiram em queda, em meio a preocupações com a oferta da commodity. Com isso, as ações da Petrobras operaram em queda durante todo o dia, o que limitou bastante a alta do Ibovespa. Ao final do pregão, Petrobras ON teve queda de 0,52%, enquanto Petrobras PN recuou 0,84%. No acumulado de junho, Petro ON e PN tiveram alta de 13,06% e 17,16%, respectivamente.

Na ponta contrária, a alta de 1,5% do minério de ferro no mercado chinês apoiou as altas das ações da Vale, que avançaram 3,56% (ON) e 1,24% (PNA) no dia. No mês, os papéis da mineradora contabilizaram valorização de 14,42% e 15,93%. As ações do setor bancário também foram destaque de alta no pregão desta quinta-feira, ainda no movimento de recuperação pós-Brexit. Nesse grupo, destaque para BM&FBovespa (+4,65%) e Banco do Brasil ON (+4,18%).