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Bradesco aguarda posição do Cade para iniciar negociação de preço final do HSBC

O Bradesco aguarda a decisão final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para negociar o preço final da aquisição do HSBC Brasil, de acordo com Luiz Carlos Angelotti, diretor gerente e de relações com investidores do Bradesco. O valor, anunciado no fechamento do negócio, era de US$ 5,2 bilhões. No entanto, está condicionado à variação do patrimônio líquido do HSBC.

"Estamos aguardando o Cade. Não temos posição ainda quanto ao ajuste de preço. Precisamos aguardar a autorização do Cade, cuja análise está sendo feita pelo Conselho, até para iniciar a negociação do preço", explicou Angelotti, em teleconferência com a imprensa, realizada nesta quinta-feira, 28, sem mencionar valores.

O ajuste dos US$ 5,2 bilhões pela variação do patrimônio líquido do HSBC, conforme apurou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado), deve ser pequeno. Quando divulgado o negócio, em agosto do ano passado, o patrimônio líquido do banco era de R$ 11,2 bilhões.

No início do mês, a Superintendência Geral do Cade recomendou a aprovação da venda do HSBC Brasil para o Bradesco, condicionando seu aval à celebração de acordo em Controle de Concentrações proposto por ambas as instituições. Falta ainda a análise do Conselho do regulador.

A expectativa, de acordo com fontes, é de que o Conselho do Cade se posicione em 30 dias, a contar de 1º de abril, quando saiu a recomendação da Superintendência. Como a mesma consumiu mais de 150 dias para divulgar sua recomendação, o Conselho teria, a contar da data do posicionamento da Superintendência, ainda outros cerca de 80 dias para se posicionar. O prazo total é de 240 dias.

O Banco Central já havia aprovado a venda do HSBC para o Bradesco em janeiro último. O negócio, antecipado pelo Broadcast, foi confirmado em agosto do ano passado.

Citi

Sobre um eventual interesse do Bradesco nos ativos de varejo do Citi, Angelotti disse que o processo ainda está em estágio inicial, mas o banco vai olhar todas as oportunidades. "A definição de seguir (com a aquisição do Citi) dependerá de se o projeto é viável dentro nossas expectativas. Não recebemos nenhum material até agora", afirmou Angelotti.