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Brasil teve uma média de 8,589 milhões de desempregados em 2015, diz IBGE

A população desempregada no País passou de uma média de 6,743 milhões em 2014 para 8,589 milhões em 2015, um avanço de 27,4%, segundo as informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgadas nesta terça-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população ocupada ficou em 92,150 milhões em 2015, ante uma média de 92,112 milhões em 2014. Como resultado, a taxa de desocupação média para 2015 foi de 8,5%, bastante superior aos 6,8% registrados em 2014.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado recuou 2,5% na passagem de 2014 para 2015, passando para 35,701 milhões no ano passado ante uma média de 36,610 milhões no ano anterior.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos teve ligeiro recuo de 0,2% no período, saindo de uma média de R$ 1.947 em 2014 para R$ 1.944 em 2015. A massa de renda real habitual ficou praticamente estável: de uma média de R$ 173,577 bilhões em 2014 para R$ 173,570 bilhões em 2015.

Distribuição do desemprego

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões do País no quarto trimestre de 2015, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No Norte, a taxa de desocupação saiu de 6,8% no quarto trimestre de 2014 para 8,7% no quarto trimestre de 2015. No Nordeste, o resultado aumentou de 8,3% para 10,5%; no Sudeste, de 6,6% para 9,6%; no Sul, de 3,8% para 5,7%; e no Centro-Oeste, de 5,3% para 7,4%.

O Amapá teve a maior taxa de desocupação entre as unidades da Federação, com 12,5% no quarto trimestre do ano passado. Santa Catarina teve o resultado mais baixo, de 4,2%.

Entre os 27 municípios das capitais, Macapá tinha a maior taxa de desemprego, de 14,6%. Rio de Janeiro e Campo Grande tiveram a mais baixa, de 5,2%.

Aumento na procura

O mercado de trabalho no País voltou a registrar corte de vagas e aumento na procura por emprego no quarto trimestre de 2015, ante o mesmo período do ano anterior. A população desocupada saltou 40,8% em relação ao quarto trimestre de 2014, e o País já tem 9,087 milhões de pessoas em busca de uma vaga.

O resultado equivale a 2,635 milhões de pessoas a mais nessa condição no período de um ano, segundo a Pnad Contínua. A população desocupada atingiu o maior patamar da série histórica da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012.

"Cai a população ocupada, cresce a população de 14 anos ou mais (em idade de trabalhar). De onde está vindo essa população desocupada? São essas pessoas que estariam fora da força de trabalho combinadas com as pessoas que perderam seu emprego", explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

A população em idade de trabalhar aumentou 1,1% no quarto trimestre de 2015 ante o mesmo período de 2014, 1,847 milhão de indivíduos a mais. A população ocupada encolheu 0,6% no mesmo período, com o corte de 600 mil postos de trabalho em um ano. O total de pessoas na inatividade também diminuiu, queda de 0,3% no quarto trimestre de 2015 em relação ao mesmo trimestre de 2014, ou seja, 187 mil inativos a menos.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano, o total de desocupados aumentou 1,2% no quarto trimestre de 2015, 108 mil pessoas a mais procurando emprego. No mesmo período, o mercado de trabalho gerou 184 mil vagas, ligeira alta de 0,2% no total de ocupados. A população fora da força de trabalho teve pequena alta de 0,3%, 199 mil inativos a mais.