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Caixa sobe juros para financiar a casa própria

(Foto: Kelsen Fernandes/ Fotos Públicas) - Caixa sobe juros para financiar a casa própria
(Foto: Kelsen Fernandes/ Fotos Públicas)

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira, 28, a elevação dos juros para financiamentos de imóveis residenciais e comerciais. É a quarta subida nos juros deste o início do ciclo de alta da Selic, a taxa básica de juros, e a primeira deste ano. As novas taxas valem para os créditos contratados com recursos da poupança (SBPE). Por enquanto, nada muda para as linhas que usam o FGTS e nem para o Minha Casa Minha Vida.

A taxa de imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para clientes sem relacionamento com o banco (taxa balcão) passou de 9,9% para 11,22%. Para clientes do banco, o juro passou de 9,8% para 11%, no caso de trabalhadores do setor privado, e de 9,5% para 10,5% para servidores públicos. Quem ainda recebe o salário pelo banco também tem novas taxas: 10,5% (setor privado) e 10% (servidores). Nesta categoria, estão os imóveis de até R$ 750 mil, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal, ou até R$ 650 mil, para as demais localidades.

Já a taxa balcão para as residências enquadradas no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), para imóveis mais caros, passa de 11,50% para 12,50%. Funcionários do setor privado vão pagar agora uma taxa de 11,20% (ante 12%) e os servidores, 11,5% (ante 11%). Também muda a taxa para clientes que recebem pelo banco: 11,5% (setor privado) e 11% (servidor).

A mudança vai na contramão de medidas anunciadas pelas Caixa no início deste mês, que elevaram o porcentual máximo dos financiamentos. Desde o dia 24, o banco elevou a cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%, no caso de clientes do setor privado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Para o setor público, a cota foi elevada de 60% para 80%.

Já os imóveis usados financiados pelo SFI passam a ser financiados em 60%, dos atuais 40%, para o setor privado. Para o setor público, a cota passou de 50% para 70%. (Colaboraram Aline Bronzati e Lucas Hirata)