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Cenário político faz Bovespa subir mais de 2%, enquanto dólar segue em queda

A Bovespa avança mais de 2% na manhã desta quinta-feira, 3, acima dos 45 mil pontos, e batia sucessivas máximas, com o foco na notícia de que o senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) fez acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, segundo reportagem da revista IstoÉ. Também o dólar é influenciado pela percepção de que o cerco se fecha para o governo de Dilma Rousseff e instantes atrás renovava mínimas.

Às 10h44, o Ibovespa tinha alta de 2,01%, aos 45.787 pontos. As ações da Petrobras subiam mais de 5%, ignorando a desvalorização do petróleo no exterior. O dólar à vista no balcão caía 0,99%, a R$ 3,8525 e o contrato futuro de abril cedia 1,10%, a R$ 3,8825.

Segundo a reportagem, o senador acusou Dilma Rousseff de atuar três vezes para interferir na Operação Lava Jato por meio do Judiciário. "É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação", afirmou Delcídio na delação, segundo a revista.

Cardozo deixou esta semana o ministério alegando sofrer pressões do PT. Uma das investidas da presidente Dilma, de acordo com o texto, passava pela nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Nesta manhã, Dilma assinou termo que dá posse a Luiz Navarro de Brito na Controladoria da Geral da União (CGU) no evento de posse do novo ministro da Justiça, Wellington Silva, que entra no lugar de Cardozo. Dilma disse ainda que Cardozo é um nome "perfeito para substituir Adams na AGU (Advocacia Geral da União)".

Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram em 6 mil na semana encerrada em 27 de fevereiro, para 278 mil, contrariando estimativa de retração para 270 mil.