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Cenário político volta a influenciar e Bovespa fecha em alta de 2,38%

A proximidade da reunião do diretório PMDB, da qual se espera a decisão pelo rompimento do partido com o governo, deu o tom dos negócios com ações nesta segunda-feira, 28. O possível desembarque do partido resultaria na saída de outras siglas da base aliada do governo, tornando o impeachment da presidente Dilma Rousseff inevitável. Essa leitura fez o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechar em alta de 2,38%, aos 50.838,23 pontos.

A valorização das ações e também do real reflete a visão dos investidores de que a possível saída de Dilma poderia colocar fim à crise política e dar início efetivo ao combate de problemas fiscais do País. Com isso, papéis das estatais Banco do Brasil e Petrobras foram destaque na lista de maiores altas. Ao final do pregão, Petrobras PN e ON subiram 8,07% e 6,41%, respectivamente. Já BB ON avançou 5,85%.

Por outro lado, as ações do setor de educação foram penalizadas pela expectativa de mudanças em um governo peemedebista. Estácio ON foi a maior queda do Ibovespa, com perda de 7,11%, enquanto Kroton ON recuou 4,52% e foi a terceira maior desvalorização do índice.

Os papéis caíram com a notícia de que o PMDB prepara uma ampliação do "Uma Ponte para o Futuro", documento lançado no final do ano passado com propostas para a retomada do crescimento econômico. Há sinalizações de mudanças na área educacional, que geram temores com relação aos programas de financiamento estudantil.

Já a queda expressiva do dólar derrubou ações de empresas exportadoras, como Fibria ON (-6,65%), Suzano PNA (-2,63%) e JBS ON (-1,19%).