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Centrais sindicais darão continuidade a atos contra reformas nesta tarde

As centrais sindicais organizam nesta quinta-feira, 22, por todo País um dia de mobilização contra a retirada de direitos sociais e dos trabalhadores. Depois de manifestações pelas capitais nesta manhã, os protestos vão continuar à tarde. Em São Paulo, o ato acontece às 16 horas na Avenida Paulista, em frente ao Masp. A expectativa da CUT é de que 30 mil pessoas participem do protesto, entre bancários, professores, metalúrgicos e profissionais da saúde de todo o Estado.

Os atos que têm o tema "nenhum direito a menos" acontecem em defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Os sindicatos são críticos às reformas citadas pelo governo Temer, como a que muda a previdência e a trabalhista, pois acreditam que elas vão retirar direitos dos trabalhadores.

"Somos contra a terceirização, a reforma na Previdência, as mudanças na CLT, que privilegiam o negociado sobre o legislado, a PEC do teto de gastos e a retirada dos recursos do pré-sal para educação. São mudanças que retiram direitos", afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

Em nota, a Força Sindical afirmou que "as propostas anunciadas pelo governo, como as reformas da Previdência e da legislação trabalhista, mostram que mais uma vez querem jogar a conta da crise econômica nas costas dos trabalhadores, que não concordam em pagar mais uma dívida que não contraíram".

O presidente da Força Sindical, Paulinho da Força, ressaltou ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que não é contrário às reformas, mas às mudanças que retiram direitos, como a indicação de uma idade mínima para a aposentadoria. "Somos contra a idade mínima para trabalhadores que já estão na ativa", disse. Segundo Paulinho, ele pediu a Temer para "adiar" a reforma trabalhista. "Conversei com o presidente para rearranjar a agenda de reformas, porque não dá para fazer tudo ao mesmo tempo."

Durante a manhã, algumas entidades fizeram um ato de entrega à pauta de reivindicações do setor químico-farmacêutico e do setor metalúrgico na Fiesp, endereçadas ao presidente da instituição, Paulo Skaf. Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, três mil pessoas estiveram presentes no ato, mas a Polícia Militar não fez estimativas.

Na região do ABC Paulista, trabalhadores de várias fábricas em campanha salarial, como o da Toyota, paralisaram a produção e se uniram a um ato em São Bernardo do Campo, segundo o secretário geral da CUT-SP, João Cayres.

Participam das manifestações a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), além de outras entidades sindicais.