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Clima geral de cautela faz bolsas de NY terminarem semana em queda

As bolsas de Nova York fecharam esta sexta-feira, 13, em baixa, encerrando uma semana volátil com declínio. Segundo analistas, a oscilação dos índices acionários durante esta semana destaca como os investidores estão cautelosos em apostar em ativos de risco.

Os índices de Wall Street alternaram altas e baixas no começo da sessão, em meio a dados bons sobre vendas no varejo dos EUA, por um lado, e balanços corporativos fracos, de outro. Alguns investidores também preferiram não manter ações em sua carteira no último pregão da semana.

O Dow Jones caiu 185,18 pontos (1,05%) e fechou aos 17.535,32 pontos, com queda de 2,08% na semana. O Nasdaq recuou 19,65 pontos (0,41%), para 4.717,68 pontos, e acumulou -4,64% na semana. O S&P 500 perdeu 17,50 pontos (0,85%), para 2.046,61 pontos, e teve declínio semanal de 1,72%.

Essa foi a terceira semana consecutiva de perda para o Dow Jones e o S&P 500, a série mais longa desde as três semanas encerradas em 15 de janeiro. O movimento de hoje deixou o S&P 500 com alta de apenas 0,13% neste ano até agora.

Entre os destaques corporativos, Walmart caiu 2,9%, eliminando 13 pontos do índice Dow Jones. Sobre o S&P 500 pesaram ações de bancos e empresas do setor de energia, em um dia de queda do petróleo.

De acordo com dados da FacSet, os lucros das empresas norte-americanas componentes do S&P 500 tiveram contração pelo quarto trimestre consecutivo nos três primeiros meses deste ano, embora os resultados gerais tenham ficado acima das estimativas, que eram bastante baixas.

As ações da Nordstrom caíram 13% depois de a varejista divulgar ontem resultados trimestrais decepcionantes e cortar suas projeções para o ano. Nesta semana, outra varejista, a Macy's, publicou seu pior resultado de vendas desde a recessão de 2008. Ainda no setor de varejo, as ações da Kohl's atingiram nesta semana o nível mais baixo em mais de sete anos após a empresa anunciar queda de 87% no lucro no primeiro trimestre.

Balanços ruins de varejistas alimentam preocupações com os gastos com consumo dos norte-americanos, que são uma parte importante da economia dos EUA. Outros motivos de cautela citados por analistas foram a reunião do Federal Reserve que se aproxima, em junho; o referendo no Reino Unido sobre a permanência do país na União Europeia; e as eleições presidenciais nos EUA, no fim deste ano. Fonte: Dow Jones Newswires