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CNI: insatisfação de empresários da construção com margens é recorde

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a insatisfação dos empresários com as finanças atingiu nível recorde em março. Segundo a Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta segunda-feira, 25, os índices de satisfação com a margem de lucro, que registrou 28,8 pontos no primeiro trimestre deste ano, e o de satisfação com a situação financeira, com 33,3 pontos, atingiram o piso da série histórica iniciada no quarto trimestre de 2009.

Para a CNI, os dados se explicam pelo "aprofundamento da crise econômica, que vem enfraquecendo de forma intensa o desempenho da indústria da construção". Os indicadores variam de zero a cem. Valores abaixo de 50 pontos sinalizam insatisfação com a margem de lucro e com as condições financeiras.

O levantamento também apontou que as dificuldades de acesso ao crédito também se intensificaram nos primeiros três meses do ano. O indicador teve queda de 2,8 pontos frente ao último trimestre de 2015 e assinalou 23,1 pontos no primeiro trimestre deste ano. "Foi o menor valor da série iniciada no quarto trimestre de 2009. Quanto mais abaixo da linha dos 50 pontos maior e mais disseminada é a dificuldade das empresas em obterem crédito", explicou a entidade.

A pesquisa ainda lista os principais problemas enfrentados pela indústria da construção. No ranking, a elevada taxa de juros passou a ser o principal aspecto no primeiro trimestre, apontada por 39,4% dos empresários entrevistados. A lista segue com demanda interna insuficiente (com 35,7%), inadimplência dos clientes (31,1%) e alta carga tributária (31%).

A pesquisa foi realizada entre 1º e 13 de abril com 573 empresas, das quais 182 de pequeno porte, 257 médias e 134 grandes. A pesquisa acompanha a evolução recente da indústria da construção, que representa 20% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial, e também mostra o sentimento dos empresários do segmento.