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Com aprovação da PEC precificada, juros longos fecham em alta com exterior

A cautela no cenário externo puxou ajustes de alta na curva longa de juros, enquanto os vencimentos curtos e de médio prazo fecharam perto da estabilidade nesta terça-feira, 11. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo foi considerada ótima notícia, mas já havia sido precificada em boa medida, inclusive com a folga do placar de votação. O avanço das taxas a partir de 2019 foi moderado e atribuído principalmente ao desempenho ruim das moedas de países emergentes, entre elas o real.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 encerrou a 12,00%, estável ante o ajuste de ontem, com 123.030 contratos. O DI janeiro de 2019 (119.585 contratos) fechou em 11,38%, ante 11,33% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 (134.380 contratos) subiu de 11,22% para 11,27%.

A PEC foi aprovada ontem em primeiro turno na Câmara por 366 votos a favor e 111 contrários. Houve duas abstenções. A matéria passou com um placar bem superior aos 308 necessários, o que anima os investidores para os próximos desafios do governo: a reforma da Previdência e a trabalhista, bem mais impopulares. A votação em segundo turno está prevista para o dia 24 e, se aprovada, segue para a apreciação do Senado.

No entanto, como o mercado já vinha dando como certa a aprovação há dias, o foco hoje voltou-se para o exterior, onde o dólar avança ante as demais moedas e o rendimento dos Treasuries está em alta, em meio ao reforço da percepção de que os juros nos EUA vão subir em dezembro, após declarações do presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans. Ele afirmou mais cedo que uma elevação dos juros em dezembro "pode ser positiva" e que isso não o surpreenderia.