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Com operações sem compensações, Receita espera reverter cenário ainda em 2016

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, esclareceu nesta quinta-feira, 29, que a frustração de receitas de agosto, causada entre outras razões pelo aumento da compensação de créditos tributários, já foi considerada no relatório bimestral de receitas e despesas, publicado pelo Ministério do Planejamento no último dia 22. Por isso, o fraco resultado da arrecadação no mês passado não comprometeria o cumprimento da meta fiscal deste ano.

Malaquias, admitiu, no entanto, que essa é a maior sequência de resultados negativos nas receitas já vista, com queda contínua desde o fim de 2014. "Tem sido uma sequência inclusive pior que verificada na crise de 2008 e em crises anteriores", completou.

Em agosto, o recolhimento de impostos e contribuições federais somou R$ 91,808 bilhões, um recuo real (já descontada a inflação) de 10,12% na comparação com igual mês de 2015. Entre janeiro e agosto deste ano, a arrecadação federal somou R$ 816,481 bilhões, um recuo de 7,45% na comparação com igual período do ano passado.

Segundo Malaquias, com a operação que a Receita irá deflagar na próxima semana para investigar o abuso na utilização de créditos tributários, o fisco espera reverter parte dessas perdas de arrecadação ainda neste ano.