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Com petróleo e BoE, Bovespa fecha no maior patamar desde maio de 2015

Em trajetória de alta pelo segundo pregão seguido, a Bovespa encerrou nesta quinta-feira, 4, no maior nível desde maio do ano passado, com direito a encostar no patamar dos 58 mil pontos pela primeira vez no ano. A bolsa brasileira pega carona mais uma vez na recuperação dos preços do petróleo do exterior, mas o bom humor foi instaurado nos mercados logo cedo, com a decisão do Banco da Inglaterra (BoE).

Além de confirmar a expectativa de corte da taxa de juros de 0,50% para 0,25%, o BC britânico surpreendeu ao elevar seu programa de compra de ativos, de 375 bilhões de libras para 435 bilhões de libras, com o objetivo de amenizar os possíveis impactos do "Brexit".

Internamente, também agradou ao mercado a aprovação, no fim da manhã, de parecer favorável ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff na Comissão Especial do Senado. Amplamente esperada, a vitória por 14 votos a cinco foi vista como um avanço no andamento do processo.

Em Wall Street, as bolsas de Nova York contrariam o sinal positivo que prevaleceu nas praças europeias e fecharam sem direção definida diante da expectativa pelo relatório oficial do mercado de trabalho, o payroll, que será revelado amanhã.

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira com valorização de 0,91%, aos 57.593,89 pontos, no maior patamar desde 5 de maio de 2015 (58.051 pontos). Em alta desde a abertura, o índice à vista encostou nos 58 mil pontos na máxima, quando subiu 1,67% (58.030 pontos), em sintonia com uma reação positiva de Wall Street à aceleração da alta dos preços do petróleo no começo da tarde. O volume financeiro somou R$ 7,96 bilhões. No mês, a Bolsa acumula alta de 0,50% e, no ano, de 32,86%.

"A Bovespa acabou pegando carona no petróleo subindo, em notícias corporativas que têm ajudado e na redução dos juros no Reino Unido, com a perspectiva de que caiam ainda mais. Vemos um pouco de reversão da queda da Bolsa no começo da semana, mas vamos ver até onde vai o Ibovespa", ponderou o operador da mesa institucional da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro.

Entre as blue chips, as ações da Petrobras encerraram em alta de 0,15% (ON) e 0,92% (PN), na esteira da recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional. Os ganhos foram reduzidos em meio a um movimento de ajuste de posições no fim da sessão.

Ainda sob efeito de um relatório do governo dos Estados Unidos divulgado ontem que mostrou queda acentuada nos estoques de gasolina, o WTI para setembro negociado na Nymex fechou em alta de 2,69%, a US$ 41,93 por barril. O avanço do Brent para outubro, negociado em Londres, foi de 2,76%, a US$ 44,29 por barril.