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Com prosseguimento do impeachment no Senado, taxas de juros abrem em queda

As taxas de juros no mercado futuro abriram em queda nesta terça-feira, 10, reagindo, principalmente, ao prosseguimento da discussão do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, no Senado. O temor de que o processo poderia travar foi dissipado com a revogação de Waldir Maranhão (PP-MA) de seu próprio ato suspendendo as sessões que aprovaram o afastamento da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados e, principalmente, com a firmeza de Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, que anunciou na segunda-feira, 9, mesmo a votação dos senadores para a quarta-feira, 11.

O comportamento dos juros está alinhado à valorização do real ante o dólar. Além de repercutir o cenário político doméstico, o mercado de câmbio demonstra uma reação à valorização do petróleo em Nova York e em Londres. Apesar de o dólar à vista estar abaixo dos R$ 3,50 neste momento, não há previsão de que o Banco Central vai realizar hoje leilão de swap cambial reverso.

Às 9h35, o DI para janeiro de 2017 estava a 13,68%, ante 13,695% no ajuste de segunda. O DI para janeiro de 2021 marcava 12,58% ante 12,69% no ajuste anterior.

Na Europa, ganha força um sentimento de otimismo. O prejuízo menor que o esperado do gigante do setor financeiro Credit Suisse ajuda no fôlego ao mercado de ações. Papéis do setor financeiro lideram a valorização da manhã em algumas bolsas, especialmente a de Zurique.

Também há otimismo com os dados sobre preços ao consumidor e ao atacado na China, o que ameniza as preocupações de queda acentuada na demanda doméstica naquele país. Em abril, a inflação anual ao consumidor subiu 2,3%, em linha com a previsão dos analistas. Ao mesmo tempo, a deflação no atacado desacelerou de -4,3% para -3,4% na comparação anual.